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sábado, 22 de junho de 2019

LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL 7º ANO FUNDAMENTAL COM GABARITO


LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - 7º ANO - ENSINO FUNDAMENTAL II

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 01 A 03.

AS TRÊS PENEIRAS

Olavo foi transferido de projeto. Logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele...
Nem chegou a terminar a frase, Juliano, o chefe, aparteou:
- Espere um pouco, Olavo. O que vai me contar já passou pelo crivo das três peneiras?
- Peneiras? Que peneiras, chefe?
- A primeira, Olavo, é a da VERDADE. Você tem certeza de que esse fato é absolutamente verdadeiro?
- Não. Não tenho, não. Como posso saber? O que sei foi o que me contaram. Mas eu acho que...
E, novamente, Olavo é interrompido pelo chefe:
- Então sua história já vazou a primeira peneira. Vamos então para a segunda peneira que é a da BONDADE. O que você vai me contar, gostaria que os outros também dissessem a seu respeito?
- Claro que não! Deus me livre, chefe! – diz Olavo, assustado.
- Então, - continua o chefe – sua história vazou a segunda peneira. Vamos ver a terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Você acha mesmo necessário me contar esse fato ou mesmo passá-lo adiante?
- Não chefe. Passando pelo crivo dessas peneiras, vi que não sobrou nada do que eu iria contar – fala Olavo, surpreendido.
- Pois é Olavo! Já pensou como as pessoas seriam mais felizes se todas usassem essas peneiras? – diz o chefe sorrindo e continua – Da próxima vez em que surgir um boato por aí, submeta-o ao crivo dessas três peneiras: verdade – bondade – necessidade, antes de obedecer ao impulso de passá-lo adiante, porque pessoas inteligentes falam sobre ideias, pessoas comuns falam sobre coisas, pessoas medíocres falam sobre pessoas.


QUESTÃO 01: O que Olavo percebeu ao final da conversa com seu chefe?

(A) Que não sobrou nada de importante a dizer.
(B) Que boatos são necessários em nossa vida.
(C) Que podemos falar o que quiser da vida das pessoas.
(D) Que de nada adianta você ter verdade, bondade e necessidade em sua vida.

QUESTÃO 02: De acordo com o texto, por que não se deve dar atenção aos boatos?

(A) Porque boatos são a mais pura verdade.
(B) Porque boatos transmitem doenças.
(C) Porque boatos são criados por pessoas honestas.
(D) Porque boatos nem sempre são verdadeiros.

QUESTÃO 03: O que o autor do texto quer dizer quando escreve. “logo no primeiro dia, para fazer média com o novo chefe, saiu-se com esta: - Chefe, o senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Silva. Disseram que ele ...?”

(A) Que Olavo é verdadeiro.
(B) Que Olavo queria impressionar o chefe.
(C) Que Olavo não tinha assunto.
(D) Que Olavo não tinha o que fazer.

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 04 A 06.

AS AMAZÔNIAS

Esse tapete de florestas com rios azuis que os astronautas viram é a Amazônia. Ela cobre mais da metade do território brasileiro. Quem viaja pela região não cansa de admirar as belezas da maior floresta tropical do mundo. No início era assim: água e céu.
É mata que não tem mais fim. Mata contínua, com árvores muito altas, cortada pelo Amazonas, o maior rio do planeta. São mais de mil desaguando no Amazonas. É água que não acaba mais.

SALDANHA, P. As Amazônias. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995.

QUESTÃO 04: No texto, o uso da expressão “água que não acaba mais” revela

(A) admiração pelo tamanho do rio.
(B) ambição pela riqueza da região.
(C) medo da violência das águas.
(D) surpresa pela localização do rio.

QUESTÃO 05: O texto trata

(A) da importância econômica do rio Amazonas.
(B) das características da região Amazônica.
(C) de um roteiro turístico da região do Amazonas.
(D) do levantamento da vegetação amazônica.

QUESTÃO 06: A frase que contém uma opinião é:

(A) “[...] cobre mais da metade do território brasileiro”.
(B) “[...] maior floresta do mundo”.
(C) “não cansa de admirar as belezas da maior floresta [...]”
(D) “Mata contínua [...] cortada pelo Amazonas”.

QUESTÃO 07: Leia os dois textos a seguir:

TEXTO I

Cinquenta camundongos, alguns dos quais clones de clones, derrubaram os obstáculos técnicos à clonagem. Eles foram produzidos por dois cientistas da Universidade do Havaí num estudo considerado revolucionário pela revista britânica “Nature”, uma das mais importantes do mundo. [...]
A notícia de que cientistas da Universidade do Havaí desenvolveram uma técnica eficiente de clonagem fez muitos pesquisadores temerem o uso do método para clonar seres humanos.

O GLOBO. Caderno Ciências e Vida. 23 jul. 1998, p, 36.

TEXTO II

Cientistas dos EUA anunciaram a clonagem de 50 ratos a partir de células de animais adultos, inclusive de alguns já clonados. Seriam os primeiros clones de clones, segundo estudos publicados na edição de hoje da revista “Nature”.
A técnica empregada na pesquisa teria um aproveitamento de embriões – da fertilização ao nascimento – três vezes maior que a técnica utilizada por pesquisadores britânicos para gerar a ovelha Dolly.

FOLHA DE S. PAULO. 1º Caderno – mundo. 03 jul. 1998, p. 16.

Os dois textos tratam de clonagem. Qual aspecto dessa questão é tratado apenas no texto I?

(A) A divulgação da clonagem de 50 ratos.
(B) O temor de que seres humanos sejam clonados.
(C) A referência à eficácia da nova técnica de clonagem.
(D) A informação acerca dos pesquisadores envolvidos no experimento.

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 08 A 10.

ASSALTOS INSÓLITOS

Assalto não tem graça nenhuma, mas alguns, contados depois, até que são engraçados. É igual a certos incidentes de viagem, que, quando acontecem, deixam a gente aborrecidíssimo, mas depois, narrados aos amigos num jantar, passam a ter sabor de anedota.
Uma vez me contaram de um cidadão que foi assaltado em sua casa. Até aí, nada demais. Tem gente que é assaltada na rua, no ônibus, no escritório, até dentro de igrejas e hospitais, mas muitos o são na própria casa. O que não diminui o desconforto da situação.
Pois lá estava o dito-cujo em sua casa, mas vestido em roupa de trabalho, pois resolvera dar uma pintura na garagem e na cozinha. As crianças haviam saído com a mulher para fazer compras e o marido se entregava a essa terapêutica atividade, quando, da garagem, vê adentrar pelo jardim dois indivíduos suspeitos.
Mal teve tempo de tomar uma atitude e já ouvia:
- É um assalto, fica quieto senão leva chumbo.
Ele já se preparava para toda sorte de tragédias quando um dos ladrões pergunta:
- Cadê o patrão?
Num rasgo de criatividade, respondeu:
- Saiu, foi com a família ao mercado, mas já volta.
- Então vamos lá dentro, mostre tudo.
Fingindo-se, então, de empregado de si mesmo, e ao mesmo tempo para livrar sua cara, começou a dizer:
- Se quiserem levar, podem levar tudo, estou me lixando, não gosto desse patrão. Paga mal, é um pão-duro. Por que não levam aquele rádio ali? Olha, se eu fosse vocês levava aquele som também. Na cozinha tem uma batedeira ótima da patroa. Não querem uns discos? Dinheiro não tem, pois ouvi dizerem que botam tudo no banco, mas ali dentro do armário tem uma porção de caixas de bombons, que o patrão é tarado por bombom.
Os ladrões recolheram tudo o que o falso empregado indicou e saíram apressados.
Daí a pouco chegavam a mulher e os filhos.
Sentado na sala, o marido ria, ria, tanto nervoso quanto aliviado do próprio assalto que ajudara a fazer contra si mesmo.

SANTANA, Affonso Romano. Porta de colégio e outras crônicas. São Paulo: Ática. 1995.

QUESTÃO 08: O dono da casa livra-se de toda sorte de tragédias, principalmente, porque

(A) aconselha a levar o som.
(B) conta os defeitos do patrão.
(C) mente para os assaltantes.
(D) mostra os objetos da casa.

QUESTÃO 09: No trecho “e o marido se entregava a essa terapêutica atividade”, a expressão destacada substitui

(A) fazer compras.
(B) ir ao mercado.
(C) narrar anedotas.
(D) pintar a casa.

QUESTÃO 10: É exemplo de linguagem formal, no texto,

(A) “dito-cujo”.
(B) “adentrar”.
(C) “pão-duro”.
(D) “botam”.

QUESTÃO 11: Analise o texto a seguir.



A ideia principal do texto é

(A) o crescimento da área cultivada no Brasil.
(B) o crescimento populacional.
(C) o cultivo de grãos.
(D) o sucesso da agricultura moderna.

QUESTÃO 12: Leia o texto a seguir:

Há muitos séculos, o homem vem construindo aparelhos para medir o tempo e não lhe deixar perder a hora. Um dos mais antigos foi inventado pelos chineses e consistia em uma corda cheia de nós a intervalos regulares. Colocava-se fogo ao artefato e a duração de algum evento era medida pelo tempo que a corda levava para queimar entre um nó e outro. Não há registros, mas com certeza diziam-se coisas como: “Muito bonito, não? Você está atrasado há mais de três nós!”

JORNAL O ESTADO DE S. PAULO, 28 mai. 1992.

A finalidade do texto é

(A) argumentar.
(B) descrever.
(C) informar.
(D) narrar.



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GABARITO

01-A
02-D
03-B
04-A
05-B
06-C
07-B
08-C
09-D
10-B
11-D
12-C



sexta-feira, 3 de maio de 2019

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS – PROVA SAEB COM GABARITO - ENSINO MÉDIO


QUESTÃO 01: D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
QUESTÃO 02: D1 – Localizar informações explícitas em um texto.
QUESTÃO 03: D3 – Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.
QUESTÃO 04: D4 – Inferir uma informação implícita em um texto.
QUESTÃO 05: D6 – Identificar o tema de um texto.
QUESTÃO 06: D14 – Distinguir um fato da opinião relativa a esse fato.
QUESTÃO 07: D12 – Identificar a finalidade de textos de diferentes gêneros.
QUESTÃO 08: D20 – Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema, em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.



QUESTÃO 09: D21 – Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
QUESTÃO 10: D10 – Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.

QUESTÃO 01: (SAEB, 2011) Leia o poema a seguir.

O bicho

Vi ontem um bicho
Na imundice do pátio
Catando comida entre os detritos.

Quando achava alguma coisa,
Não examinava nem cheirava:
Engolia com voracidade.

O bicho não era um cão,
Não era um gato.
Não era um rato.

O bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Poesias reunidas. Rio de Janeiro: Ática, 1985.

O que motivou o bicho a catar restos foi

(A) a própria fome.
(B) a imundice do pátio.
(C) o cheiro da comida.
(D) a amizade pelo cão.
(E) a amizade pelo gato.

QUESTÃO 02: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Namoro

O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone:
- Desliga você.
- Não, desliga você.
- Você.
- Você.
- Então vamos desligar juntos.
- Tá. Conta até três.
- Um... Dois... Dois e meio...
Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? Eram ridículos. Ronron.
Suzuca. Alcizanzão. Gongonha (Gongonha) Mamosa. Purupupuca...
Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo:
- As dondozeira ama os dondozeiro?
- Ama.
- Mas os dondozeiro ama as dondozeira mais do que as dondozeira ama os dondozeiro.
Na-na-não. As dondozeira ama os dondozeiro mais do que, etc.
E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de línguas, beijos de amígdalas, beijos catetéricos. Tardes interiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais.
Depois de ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo.
E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Correio Braziliense. 13/06/1999.

No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado

(A) às brigas por amor.
(B) às mentiras inocentes.
(C) às reconciliações felizes.
(D) aos apelidos carinhosos.
(E) aos telefonemas intermináveis.

QUESTÃO 03: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Todo ponto de vista é a vista de um ponto

Ler significa reler e compreender, interpretar. Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam.
Todo ponto de vista é um ponto. Para entender como alguém lê, é necessário saber como são seus olhos e qual é sua visão de mundo. Isso faz da leitura sempre uma releitura.
A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam. Para compreender, é essencial conhecer o lugar social de quem olha. Vale dizer: como alguém vive, com quem vive, que experiências tem, em que trabalha, que desejos alimenta, como assume os dramas da vida e da morte e que esperanças o animam. Isso faz da compreensão sempre uma interpretação.

BOFF, Leonardo. A águia e a galinha. 4. ed. Sextane, 1999.

A expressão “com os olhos que tem” (1º parágrafo), no texto, tem o sentido de

(A) enfatizar a leitura.
(B) incentivar a leitura.
(C) individualizar a leitura.
(D) priorizar a leitura.
(E) valorizar a leitura.

QUESTÃO 04: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Motoristas de batom conquistam a Urca

Moradores aprovam adoção de mulheres na linha 107

Batom, lápis nos olhos, brincos. Foi essa mistura que a empresa Amigos Unidos apelou para contornar as constantes reclamações dos moradores da Urca contra os motoristas da linha 107 (Central-Urca). Há um mês, a empresa removeu sete mulheres de outros trajetos para formar um time de primeira linha. “O público da Urca é muito exigente.” Os passageiros reclamavam que os motoristas homens não paravam no ponto e dirigiam de forma perigosa. “Agora só recebemos elogios”, contou o gerente de Recursos Humanos da empresa, Mario Mattos.
Elogios que, às vezes, não se limitam ao desempenho profissional. “Hoje (ontem), um homem falou que queria ser o meu volante”, contou a motorista Ana Paula da Silva, 24 anos. Na empresa há três meses, Ana Paula da Silva faz da profissão uma forma de dar carinho a idosos e deficientes – os que têm mais dificuldades para entrar nos ônibus. “Às vezes, levanto para ajudar alguém a descer. Já parei o carro para atravessar a rua com um deficiente visual”, contou.
Casada com um motorista de ônibus, Márcia Cristina Pereira, 38 anos, diz que não enfrenta dificuldades com os colegas de profissão, ainda que reconheça que, no começo, a desconfiança não foi pequena. “Eles me dão força. Recebo muitos elogios”, disse. Ao contrário de Márcia, a motorista Janaína de Lima, 32 anos, diz que se relaciona bem com todos os colegas, mas acha que já há competição. “Falta muito para os homens se relacionarem bem com os idosos e deficientes”, comparou. Morador da Urca há 25 anos, Ednei Bernardes aprovou a adoção de motoristas mulheres no bairro. “Elas respeitam mais as pessoas e as leis de trânsito”, resumiu.

JB, 23/07/02 – Cidade. C1.

Um dos usuários do ônibus concluiu: “Elas respeitam muito mais as pessoas e as leis do trânsito.” Tal afirmativa, no contexto, permite concluir que

(A) as empresas de ônibus preferem os serviços da mulher.
(B) os homens são grosseiros e desrespeitam as leis de trânsito.
(C) os idosos e deficientes passam a receber um tratamento melhor.
(D) os homens criam mais problemas com colegas de profissão.
(E) a população da Urca tornou-se exigente no transporte urbano.

QUESTÃO 05: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Um arriscado esporte nacional

Os leigos sempre se medicaram por conta própria, já que de médicos e de loucos todos temos um pouco, mas esse problema jamais adquiriu contornos tão preocupantes no Brasil como atualmente. Qualquer farmácia conta hoje com um arsenal de armas de guerra para combater doenças de fazer inveja à própria indústria de material bélico nacional. Cerca de 40% das vendas realizadas pelas farmácias nas metrópoles brasileiras destinam-se a pessoas que se automedicam. A indústria farmacêutica de menor porte e importância retira 80% de seu faturamento da venda “livre” de seus produtos – isto é, das vendas realizadas sem receita médica.
Diante desse quadro, o médico tem o dever de alertar a população para os perigos ocultos em cada remédio, sem que, necessariamente, faça junto com essas advertências uma sugestão para que os entusiastas da automedicação passem a gastar mais em consultas médicas. Acredito que a maioria das pessoas se automedicam por sugestão de amigos, leitura, fascinação pelo mundo maravilhoso das drogas “novas” ou simplesmente para tentar manter a juventude. Qualquer que seja a causa, os resultados podem ser danosos.

MEDEIROS, Geraldo. Revista Veja, 18 de dezembro, 1985.

O tema abordado no texto é

(A) os riscos constantes da automedicação.
(B) o crescimento da indústria farmacêutica.
(C) a venda ilegal de medicamentos.
(D) a luta pela manutenção da juventude.
(E) o faturamento das consultas médicas.

QUESTÃO 06: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Não se perca na rede

A internet é o maior arquivo público do mundo. De futebol a física nuclear, de cinema a biologia, de religião a sexo, sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto. Mas essa avalanche de informações pode atrapalhar. Como chegar ao que se quer ser perder tempo? É para isso que foram criados os sites de busca. Porta de entrada na rede para boa parte dos usuários, eles são um filão tão bom que já existem às centenas também. Qual deles escolher? Depende do seu objetivo de busca.
Há vários tipos. Alguns são genéricos, feitos para uso no mundo todo (Google, por exemplo). Use esse site para pesquisar temas universais. Outros são nacionais ou estrangeiros com versões específicas para o Brasil (Cadê, Yahoo e Altavista). São ideais para achar páginas “com.br”.

Paulo D’Amaro. Revista Galileu, 2008.

O artigo foi escrito por Paulo d’Amaro. Ele misturou informações e análise do fato. O período que apresenta uma opinião do autor é

(A) “foram criados sistemas de busca”.
(B) “essa avalanche de informações pode atrapalhar”.
(C) “sempre há centenas de sites sobre qualquer assunto”.
(D) “A internet é o maior arquivo público do mundo”.
(E) “Há vários tipos”.

QUESTÃO 07: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

Qual a origem do doce brigadeiro?

Em 1946, seriam realizadas as primeiras eleições diretas para presidente após os anos do “Estado Novo”, de Getúlio Vargas, O candidato da aliança PTB/PSD, Eurico Gaspar Dutra, venceu com relativa folga. Mas o título de maior originalidade na campanha ficou para as correligionárias do candidato derrotado, Eduardo Gomes (da UDN).
Brigadeiro da Aeronáutica, com pinta de galã, Eduardo Gomes tinha um apoio, digamos, entusiasmado. Para trazer o “corpo-a-corpo” com o eleitorado, senhoras da sociedade saiam às ruas convocando as mulheres a votar em Gomes, com o slogan: “Vote no brigadeiro. Ele é bonito e solteiro”. Não satisfeitas ainda promoviam almoços e chás, nos quais serviam um irresistível docinho coberto com chocolate granulado. Ao qual deram o nome, claro, de brigadeiro.

Almanaque das curiosidades, p. 89.

A finalidade desse gênero de texto é

(A) propor mudanças.
(B) refutar um argumento.
(C) advertir as pessoas.
(D) trazer uma informação.
(E) orientar procedimentos.

QUESTÃO 08: (SAEB, 2011) Leia os textos a seguir.

Texto I

“Sou completamente a favor da flexibilização das relações trabalhistas, pois a velhíssima legislação brasileira, além de anacrônica, vem comprometendo seriamente a nossa competitividade em nível global”.

Texto II

“É uma falácia dizer que com a eliminação dos direitos trabalhistas se criarão mais empregos. O trabalhador brasileiro já é por demais castigado para suportar mais essa provocação”.

Os textos acima tratam do mesmo assunto, ou seja, da relação entre patrão e empregado. Os dois se diferenciam, porém, pela abordagem temática. O texto II em relação ao texto I apresenta uma

(A) ironia.
(B) semelhança.
(C) oposição.
(D) aceitação.
(E) confirmação.

QUESTÃO 09: (SAEB, 2011) Leia os textos a seguir.

Texto I

Tio Pádua

Tio Pádua e tia Marina moravam em Brasília. Foram um dos primeiros. Mudaram-se para lá no final dos anos 50. Quando Dirani, a filha mais velha, fez dezoito anos, ele saiu pelo Brasil afora atrás de um primo pra casar com ela. Encontrou Jairo, que morava em Marília. Estão juntos e felizes até hoje. Jairo e Dirani casaram-se em 1961. Fico pensando se os casamentos arranjados não têm mais chances de dar certo do que os desarranjados.

LEITE, Ivana Arruda. Tio Pádua. Disponível em: http://www.doidivana.zip.net. Acesso em: 07/01/2007.

Texto II

O casamento e o amor na Idade Média (fragmento)

Nos séculos IX e X, as uniões matrimoniais eram constantemente combinadas sem o consentimento da mulher, que, na maioria das vezes, era muito jovem. Sua pouca idade era um dos motivos da falta de importância que os pais davam a sua opinião. Diziam que estavam conseguindo o melhor para ela. Essa total falta de importância dada à opinião da mulher resultava muitas vezes em raptos. Como o consentimento da mulher não era exigido, o raptor garantia o casamento e ela deveria permanecer ligada a ele, o que era bastante difícil, pois os homens não davam importância à felicidade. Isso acontecia talvez principalmente pelo fato de a mulher não poder exigir nada do homem e de não haver uma conduta moral que proibisse tal fato.

SABAGE, Ingo Muniz. O casamento e o amor na Idade Média. Disponível em: http://www.milenio.com.br/ingo/ideias/hist/casamento.htm. Acesso em: 07/01/2007. (Adaptado)

Sobre o “casamento arranjado”, o texto I e o texto II apresentam opiniões

(A) opostas.
(B) complementares.
(C) duvidosas.
(D) preconceituosas.
(E) semelhantes.

QUESTÃO 10: (SAEB, 2011) Leia o texto a seguir.

O Mato

Veio o vento frio, e depois o temporal noturno, e depois da lenta chuva que passou toda a manhã caindo e ainda voltou algumas vezes durante o dia, a cidade entardeceu em brumas. Então o homem esqueceu o trabalho e as promissárias, esqueceu a condução e o telefone e o asfalto, e saiu andando lentamente por aquele morro coberto de um mato viçoso, perto de sua casa. O capim cheio de água molhava seu sapato e as pernas da calça; o mato escurecia sem vaga-lumes nem grilos.
Pôs a mão no tronco de uma árvore pequena, sacudiu um pouco, e recebeu nos cabelos e na cara as gotas de água como se fosse uma benção. Ali perto mesmo a cidade murmurava, estava com seus ruídos vespertinos, ranger de bondes, buzinar impaciente de carros, vozes indistintas; mas ele via apenas algumas árvores, um canto de mato, uma pedra escura. Ali perto, dentro de uma casa fechada, um telefone batia, silenciava, batia outra vez, interminável, paciente, melancólico. Alguém, com certeza já sem esperança. Insistia em querer falar com alguém.
Por um instante o homem voltou seu pensamento para a cidade e a sua vida. Aquele telefone tocando em vão era um dos milhões de atos falhados da vida urbana. Pensou no desgaste nervoso dessa vida, nos desencontros, nas incertezas, no jogo de ambições e vaidades, na procura de amor e de importância, na caça ao dinheiro e aos prazeres. Ainda bem que de todas as grandes cidades do mundo o rio é a única a permitir a evasão fácil para o mar e a floresta. Ele estava ali num desses limites entre a cidade dos homens e a natureza pura; ainda pensava em seus problemas urbanos – mas um camaleão correu de súbito, um passarinho piou triste em algum ramo, e o home ficou atento àquela humilde vida animal e também à vida silenciosa e úmida das árvores, e à pedra escura, com sua pele musgo e seu misterioso coração mineral.

ARRIGUCCI, Jr. Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Global, 1985.

No texto, o elemento que gera a história narrada é

(A) a preocupação do homem com os problemas alheios.
(B) a proximidade entre a casa do homem e o morro com o mato viçoso.
(C) o toque insistente do telefone em uma casa fechada e silenciosa.
(D) o desejo do homem de buscar alento próximo da natureza.
(E) os ruídos vespertinos da cidade, com seus murmúrios constantes.



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GABARITO
1 A
2 C
3 C
4 B
5 A
6 B
7 D
8 C
9 A
10 D