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sábado, 18 de novembro de 2023

ATIVIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - GÊNERO RESENHA


LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 01 A 05.

RESENHA: O PEQUENO PRÍNCIPE [ANTONIE DE SAINT-EXUPÉRY]

O pequeno Príncipe é uma bela história de reflexão e aprendizado. Com uma escrita fluída e simples, que envolve desde o público infantil até o mais maduro, o autor incita o leitor a reavaliar seus valores, levando-o a repensar as verdadeiras riquezas da vida. Amor, amizade, trabalho, dinheiro, política... O quanto esses itens são fundamentais em nossas vidas? Quais deles são - ou devem ser - nossas reais prioridades? Guiados pelo coração bondoso de uma criança, um pequeno príncipe que veio de muito longe, reaprendemos que o sentido da vida está nas pequenas coisas; que o essencial é invisível aos olhos.

A trama gira em torno das experiências do Pequeno Príncipe, um jovem que sai de seu planeta e segue viajando em busca de novos mundos e de inúmeras descobertas. - Ele quer saber a aprender cada vez mais! Em uma de suas andanças o jovenzinho vai parar na Terra, mais especificamente no meio do deserto, local que encontra um piloto perdido após um pouso complicado. Enquanto o piloto tenta consertar seu avião, ele e o pequeno Príncipe criam um forte laço de amizade, compartilhando histórias e aprendizagens. O pequenino, com seu coração puro e seu instinto curioso, leva o piloto - e o próprio leitor - a pensar sobre as certezas da vida. É na simplicidade dessa criança, que compreende a beleza de uma estrela e o valor de uma única flor, que aprendemos a enxergar a vida sob um novo olhar.

O que torna o livro O Pequeno Príncipe um clássico que perpetua entre gerações é sua atemporalidade. As mensagens por trás da leitura não são apenas frutos da escrita do autor, mas sim da interpretação do leitor, que dependendo da fase que está vivendo encarará a leitura de uma maneira diferente. Trata-se de uma história poética que fala sobre nosso dia a dia, sobre nossos amores, nossas amizades, nossa ganância e nossos erros tão comuns e repetitivos: o homem que não vê com o coração, que só se importa com o trabalho, que só cultiva o dinheiro, que não tem bons amigos e, principalmente, o homem que não é capaz de manter viva a criança dentro de si. São infinitas as passagens reflexivas da obra. [...]

É impossível não amar esse livro por causa das reflexões que ele gera. Mas é inegável que o garnde diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única. Ouso dizer que a leitura nos faz refletir exatamente a respeito daquilo que mais duvidamos, é como se o livro falasse com o leitor. Portanto, só lendo para saber o quão valiosa é essa obra. Outro ponto importante é lê-la de coração aberto. Esse é o tipo de livro que precisa ser degustado aos poucos, só assim a leitura será completa e nenhum pouco superficial. Além de um texto rico, a edição luxo publicada pela Geração Editorial está lindíssima. Fiquei encantada com o capricho das ilustrações e os detalhes que acompanham cada página. [...]

Ela foi escrita em meio à Segunda Guerra Mundial e, antes de qualquer coisa, é um reflexo das experiências, dos medos e das esperanças do autor e piloto Antoine de Saint-Exupéry. Fiquei completamente apaixonada por suas palavras e pela maneira como elas refletem, mesmo sem querer, um cenário mundial devastado pela podridão dos homens.

Eis um livro completamente apaixonante! Sem dúvida o indico para todos os amantes das palavras que aquecem e acalmam o coração.

Paola Aleksandra. Disponível em: https://www.livrosefuxicos.com/2015/03/resenha-o-pequeno-principe-antoine-de.html. Acesso em: 10 nov. 2016.

QUESTÃO 01: A finalidade desse texto é

(A) narrar uma história.
(B) relatar uma viagem.
(C) apresentar uma obra.
(D) opinar sobre um fato.
(E) descrever um episódio.

QUESTÃO 02: No fragmento "- Ele quer saber e aprender cada vez mais!", a palavra "Ele" refere-se a

(A) leitor.
(B) jovem.
(C) planeta.
(D) sentido.
(E) coração.

QUESTÃO 03: No trecho "A trama gira em torno das experiências do Pequeno Príncipe, um jovem que sai de seu planeta e segue viajando em busca de novos mundos e de inúmeras descobertas.", a palavra "trama" substitui

(A) escrita.
(B) história.
(C) política.
(D) reflexão.
(E) amizade.

QUESTÃO 04: No trecho "É impossível não amar esse livro por causa das reflexões que ele gera. Mas é inegável que o grande diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única.", o termo "la" refere-se à

(A) obra.
(B) criança.
(C) ganância.
(D) leitura.
(E) história.

QUESTÃO 05: No fragmento "Mas é inegável que o grande diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única.", a palavra "mas" estabelece uma ideia de

(A) adição.
(B) condição.
(C) oposição.
(D) conclusão.
(E) proporção.







GABARITO
01 C
02 B
03 B
04 A
05 C

sábado, 11 de novembro de 2023

LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - LÍNGUA PORTUGUESA - 6º ANO ENSINO FUNDAMENTAL II


LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 01 A 04.


QUESTÃO 01: Após a leitura do texto da Mafalda, podemos dizer que:

(A) o pai da Mafalda já acreditava que o mundo estava doente.
(B) Mafalda apenas brinca de boneca com o globo terrestre.
(C) problemas sociais, entre outros, são responsáveis diretos por essa doença no mundo.
(D) os colegas de trabalho do pai da Mafalda já sabiam da doença do mundo.

QUESTÃO 02: A partir da leitura do trecho "Vamos escutar o noticiário para ver como vai o doente", é possível afirmar que:

(A) o noticiário oferece notícias sobre o mundo e sua "doença".
(B) antes de a Mafalda ouvir o noticiário, o mundo não estava doente.
(C) a Mafalda não entende o noticiário porque é uma criança pequena.
(D) O pai da Mafalda acredita em suas ideias.

QUESTÃO 03: Notícias sobre terremotos, alagamentos, seca e fome estão todos os dias nos noticiários. Pense um pouco e escolha a melhor opção:

(A) dizer que o mundo está doente também significa que todas as crianças do mundo estão abandonadas.
(B) o noticiário apenas contou à Mafalda sobre algumas doenças do mundo: sarampo, gripe e catapora.
(C) a Mafalda cuida do mundo porque ela é uma criança cheia de ilusões.
(D) a Mafalda cuida do mundo porque ela sabe que há muitos problemas nele: falta de escola, saúde e moradia, fome, miséria, guerras, destruição do meio ambiente, etc.

QUESTÃO 04: Observe a imagem dos quadrinhos e escolha a melhor opção:

(A) o pai da Mafalda acredita na filha quando a vê cuidando do doente.
(B) o pai de Mafalda, ao ver um menino sujo e maltrapilho vendendo jornal na rua, muda sua opinião sobre o mundo estar ou não doente.
(C) os colegas de trabalho do pai de Mafalda não se surpreendem com a notícia de que o mundo está doente.
(D) o 7º quadrinho poderia ser retirado da história porque não tem texto e não interfere na leitura.

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 05 E 06.

Em todas as grandes cidades, existem problemas relativos à poluição veicular, causada pelo uso de combustíveis, como a gasolina e o óleo diesel. Uma tentativa de melhorar esse quadro é o uso de combustíveis alternativos, como o biodiesel e o etanol, menos poluentes e de fonte renovável. O Brasil é o maior produtor mundial de etanol (álcool combustível) e tem aumentado a sua frota de carros biocombustíveis consideravelmente. Uma alternativa para reduzir o consumo de combustíveis não renováveis é o investimento no transporte público, o que retiraria das ruas grande parte dos carros, diminuindo o consumo de combustível e melhorando a qualidade do ar.
Novas pesquisas estão sendo desenvolvidas para produção de carros com energia alternativa, como os carros elétricos e os carros movidos à água.
Atualmente, boa parte dos combustíveis depende do petróleo. O petróleo também serve para produzir plásticos e uma série de outros objetos, como tubulações, tintas e até mesmo roupas. Não é à toa que o petróleo seja tão valorizado.

QUESTÃO 05: O texto lido tem o objetivo de

(A) descrever uma sequência de fatos.
(B) passar uma informação ao leitor.
(C) debater sobre um assunto polêmico.
(D) mostrar ao leitor o melhor método para preservar o meio ambiente.

QUESTÃO 06: Qual é a alternativa de combustível mencionada no texto é menos poluente e de fonte renovável?

(A) Gasolina.
(B) Óleo diesel.
(C) Gasolina Aditivada.
(D) Etanol e biodiesel.





GABARITO
01 C
02 A
03 D
04 B
05 B
06 D





sábado, 4 de novembro de 2023

ATIVIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - LÍNGUA PORTUGUESA - 6º ANO FUNDAMENTAL II


LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 01 A 07.

A DURAS PENAS

Começou implicando com as palavras. Certas palavras.
Algaravia foi a primeira delas. O pai usava muito, toda vez que desejava traduzir ou explicar alguma situação muito confusa. Não dizia o pai que estava "a maior confusão", por exemplo. Era sempre algaravia. "Algaravia dos diabos!"
Depois vieram outras, tantas outras. Como presepada, salamaleque, paralelepípedo, empáfia etc. Etcetera, aliás, foi uma das boas.
Mas aos poucos foi passando a fase da implicância com as palavras. Implicância também: "Não me venha com implicância!" Sempre o pai, às vezes a mãe. Todos implicantes. Todos implicavam com ele. Foi, também aos poucos, entendendo o sentido delas na prática e se acostumando com as repetições. Dentro ou fora do contexto (essa durou um tempão para ser digerida).
E veio a fase das expressões. Evoluía.
Tem bicho-carpinteiro. Dormiu o sono dos justos. Está como o diabo gosta. Trabalha feito um condenado. E vai por aí afora (essa, então, era terrível e inaceitável. Por aí onde?).
Um dia ouviu o pai reclamando porque conseguiu não-sei-o-quê a duras penas. Confusão na cabeça. Confusão geral. Até algaravia. Começou a pensar e procurar e perseguir e pesquisar.
E viu que a galinha tinha penas, mas que elas eram molezinhas. Não era bem isso. E que quando sentia pena de alguém jamais endurecia. Também não era isso. Ficava mesmo era bem molezinho, de coração derretido e a lágrima frouxa.
Quando o pai perguntou, disposto a ensinar, se ele já sabia o que queria dizer a duras penas, ficou maravilhado com a resposta do filho.
- Já sei! Já aprendi! E a duras penas.


PIMENTEL, L. In: Ciência Hoje das Crianças, adaptada.

QUESTÃO 01: Após a leitura do texto acima, podemos dizer que

(A) a criança é incentivada a pesquisar o significado das expressões populares com seus colegas de turma.
(B) o narrador explica o significado de todas as palavras e expressões populares usadas pelo pai.
(C) a criança tem dificuldade em entender o significado de algumas palavras e expressões populares.
(D) a criança não conseguiu entender o significado da expressão "a duras penas".

QUESTÃO 02: O texto lido

(A) é um anúncio publicitário.
(B) é um texto narrativo.
(C) somente transmite uma informação ao leitor.
(D) procura convencer o leitor sobre uma ideia.

QUESTÃO 03: Leia o trecho:

"Depois vieram outras, tantas outras. Como presepada, salamaleque, paralelepípedo, empáfia etc. Etcetera, aliás, foi uma das boas"

Os termos em destaque no trecho acima referem-se

(A) à pesquisa que o filho faz para saber o significado das palavras.
(B) ao surgimento de novas palavras no cotidiano do menino.
(C) sempre as mesmas palavras repetidas pelo pai.
(D) às palavras utilizadas pela mãe.

QUESTÃO 04: No fragmento:

"- Já sei! Já aprendi! E a duras penas".

O travessão colocado no início da oração destacada é usado para

(A) indicar a fala do filho.
(B) chamar a atenção do leitor para a expressão "a duras penas".
(C) destacar uma explicação do narrador.
(D) indicar a fala do pai.

QUESTÃO 05: Leia o trecho do texto:

"Quando o pai perguntou, disposto a ensinar, se ele já sabia o que dizer a duras penas, ficou maravilhado com a resposta do filho.
- Já sei! Já aprendi! E a duras penas".

De acordo com o trecho acima, podemos afirmar que o filho

(A) aprendeu o significado, perguntando para a professora.
(B) ficou esperando pela explicação do pai.
(C) aprendeu o significado da expressão, buscando seu próprio conhecimento.
(D) aprendeu devido às repetições.

QUESTÃO 06: Em "Um dia ouviu o pai reclamando porque conseguiu não-sei-o-quê a duras penas. Confusão na cabeça. Confusão geral. Até algaravia. Começou a pensar e procurar e perseguir e pesquisar".

Os termos destacados podem ser substituídos, mantendo-se o mesmo sentido, por

(A) olhar por aí; importunar.
(B) esforçar; incomodar.
(C) animar; atormentar.
(D) buscar; insistir.

QUESTÃO 07: Com base na leitura do texto "A duras penas", é possível afirmar que ele

(A) tem o objetivo de informar os vários significados das palavras e expressões populares.
(B) expõe a opinião do filho sobre as palavras e expressões usadas por sua professora.
(C) narra a história de uma criança que busca entender o vocabulário usado à sua volta.
(D) descreve como as crianças procuram uma palavra no dicionário.





GABARITO
01 C
02 B
03 B
04 A
05 C
06 D
07 C



sábado, 28 de outubro de 2023

QUESTÕES OBJETIVAS DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA PARA TURMA DO 6º ANO FUNDAMENTAL


QUESTÃO 01: Leia o texto a seguir.

Crianças no lixo

[...] Grande parte das criaças em idade escolar - cerca de 30% - nunca foi à escola. O lixo é sua sala de aula, seu parque de diversões, sua alimentação e sua fonte de renda. Ganham de R$ 1 a R$ 6 por dia, mas o trabalho que fazem é fundamental para aumentar a renda de suas famílias. Vivem em condições de pobreza absoluta. Realizam um trabalho cruel. São crianças no lixo. Uma situação dramática e comum no Brasil. [...]

ABREU, Maria de Fátima. Do lixo à cidadania: estratégias para a ação. Brasília. Unicef, 2001. (adaptado)

Nesse texto, há uma opinião no trecho

(A) "... cerca de 30% - nunca foi à escola."
(B) "Ganham de R$ 1 a R$ 6 por dia, ..."
(C) "São crianças no lixo."
(D) "Uma situação dramática e comum no Brasil."

QUESTÃO 02: Leia o texto a seguir.

Mocidade e morte

Quando eu cerrar os olhos moribundos
Tu verterás por mim pranto saudoso;
Mas quem me diz que não virá o riso
Banhar teu rosto triste e lacrimoso?

HERCULANO, Alexandre. Mocidade e morte.

Nesse texto, a expressão "...cerrar os olhos..." significa

(A) dormir.
(B) estar triste.
(C) morrer.
(D) sentir saudade.

QUESTÃO 03: Leia o texto a seguir.

Tem gente olhando

Amanda era uma linda menina. Fazia pose na hora da foto, vivia sorrindo para todo mundo.
- Que bonitinha! - dizia a mãe que a estava olhando.
Amanda era também muito jeitosa. Combinava as cores da roupa com a fita do cabelo, ajeitava os brincos.
- Que caprichosa! - dizia a tia que a estava olhando.
Amanda era bondosa como ninguém!
Dava presente para todo mundo: no aniversário, no Natal e nos outros dias também.
- Que generosa! - dizia a professora que a estava olhando.
Amanda era atenciosa que só vendo! Tinha um lugar para cada coisa e guardava cada coisa no seu lugar.
- Que cuidadosa! - dizia o pai que a estava olhando.

MIRANDA, Simão. Tem gente olhando. Campinas, SP: Papirus, 2005 (fragmento)

De acordo com esse texto, Amanda era uma menina cuidadosa porque

(A) ajeitava sempre o cabelo.
(B) guardava cada coisa no lugar.
(C) presenteava todo mundo.
(D) vivia sorrindo para todos.

QUESTÃO 04: Leia o texto a seguir.

Quem ama vacina

O que você, mamãe, que acaba de trazer ao mundo um ser tão especial, seu filho, precisa saber sobre vacinas.

Tomar vacina dói?
Sim. Dói, mas é uma dor muito pequena se comparada ao trauma de uma internação por doenças que podem ser evitadas com a vacina.

Trabalho e não tenho tempo de levar meu filho para vacinar
O ideal é que você, mamãe, esteja com seu bebê, principalmente no momento da 1ª vacina. Ele sentirá mais seguro no seu colo, e as informações passadas a você, sobre as vacinas pelos profissionais de saúde, são muito importante, mas, se ficar difícil para você compartilhar com seu filho este momento, peça a um parente, vizinho, ou a uma pessoa de sua confiança para levá-lo ao Centro de Saúde mais perto de sua casa. O importante é que no dia marcado sua criança receba as vacinas de acordo com o calendário vacinal. Se no dia marcado for Sábado, Domingo ou feriado, leve-o um dia antes ou um dia depois.

ROCHA, Terezinha Vieira da. Disponível em: http://www.pbh..gov.br/smsa/biblioteca /saudedigital/dezembro/folder.html.

Esse texto foi escrito para

(A) filhos.
(B) mães.
(C) médicos.
(D) pais.

QUESTÃO 05: Leia o texto a seguir.

Agora só falta elas voarem

As magrelas não são mais as mesmas. Elas continuam tendo duas rodas, pedais, guidão, selim e quadro, mas evoluíram tanto que hoje estão a anos-luz das bicicletas que animaram a infância de qualquer jovem de 20 anos. A propósito, faz exatamente 20 anos que o americano Gary Fisher promoveu uma mudança radical nesse mundo das duas rodas. Nas pacíficas montanhas de Marin County, na Califórnia, Estados Unidos, ele construiu a primeira mountain bike, um modelo robusto de bicicleta, preparado para enfrentar todo tipo de terreno. De lá para cá, elas incorporaram tantas evoluções, que passaram a impulsionar os avanços dentro das fábricas de bicicletas em todo o mundo.

Globo Ciência. São Paulo, n. 31, out. 1994.

Nesse texto, a expressão "faz exatamente 20 anos" dá uma ideia de

(A) causa.
(B) lugar.
(C) modo.
(D) tempo.

QUESTÃO 06: Leia o texto a seguir.

"Crucificado" pela gripe, porco é animal de estimação de famosos

Ainda não há provas que o incriminem definitivamente pelo atual surto de gripe que atingiu 11 países. Mesmo assim, o porco já vem sendo julgado culpado por autoridades mundo afora, que determinam até a morte de criações inteiras.
Na última segunda-feira (27), a OIE (Organização Mundial para a Saúde Animal) reiterou que ainda não foi comprovada a relação entre o vírus e os animais e pediu que a gripe suína seja denominada gripe da América do Norte.
Mas, para algumas pessoas, pouco importa se a culpa é ou não do porco. Para elas, o animal não é um inimigo, e sim um companheiro para todas as horas.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 5 set. 2009. (adaptado)

"Para elas, o animal não é um inimigo, e sim um companheiro para todas as horas". Nessa frase, a palavra elas refere-se

(A) a algumas pessoas.
(B) a criações inteiras.
(C) às autoridades.
(D) às horas.

QUESTÃO 07: Leia o texto a seguir.

Você sabia que cheirinho de terra molhada é obra de bactérias?

Substância produzida por um tipo de micro-organismo, em contato com a água, gera esse aroma.

O dia está quente e, de repente, cai aquela chuva para refrescar. Bastam as primeiras gotas tocarem o solo para sentirmos aquele agradável cheirinho de terra molhada. Um cientista diria: "Huumm, como é bom esse cheirinho de... Bactérias!" É isso aí! O aroma que sentimos vem desses seres microscópios, que podem ser muito úteis para humanos e até para os... Camelos!
Em geral, associamos bactérias a doenças, mas alguns desses seres são inofensivos, pode crer. Esse é o caso da Streptomyces coelicolor, bactéria que vive no solo e fabrica uma substância, [...] que nos faz perceber o cheirinho de terra molhada.
Além de ser excelente produtora de antibióticos - medicamentos indicados para combater algumas doenças de origem bacteriana -, essa bactéria é, digamos, uma aliada dos camelos. O odor característico que elas produzem em razão da umidade ajuda os camelos a encontrarem água no deserto. Claro que para sentir o cheirinho produzido pelas bactérias em ambiente tão seco os camelos precisam contar com um superolfaato. E contam mesmo! Graças a esse sentido aguçado, são capazes de encontrar água a mais de oitenta quilômetros de distância. Isso é que é faro! [...]

SILVA, Andreza Moura Pinheiro. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 14 jul. 2009. (adaptado)

O assunto desse texto é

(A) antibióticos.
(B) aromas.
(C) bactérias.
(D) camelos.

QUESTÃO 08: Leia o texto a seguir.

Caros amigos da Vila Esperança

Dou um prêmio para quem adivinhar onde estou! Não vale olhar o endereço do remetente! Acreditem ou não, estou em Coari, no Amazonas, terra do meu amigo Marcílio, o quitandeiro, [...]
O irmão do Marcílio quase caiu para trás quando me viu. Ele nunca poderia imaginar que eu era o carteiro que entregava todas as suas cartas ao irmão.
Depois de Coari, vou para Souza, na Paraíba, conhecer o tio do Zuca e as pegadas dos dinossauros; de lá, vou pra Blumenau, terra do Hanz... [...]
Um grande abraço do viajante de sempre.

MOREIRA, J.R.; RODRIGUES, J. Brasília. O carregador de notícias. Ministério das cidades. Denatran, 2008 (adaptado)

Em que lugar o autor estava, quando escreveu a carta?

(A) No Amazonas.
(B) Na Paraíba.
(C) Em Blumenau.
(D) Em Souza.

QUESTÃO 09: Leia o texto a seguir.

A vovó

Era uma vez uma vovó tão velhinha que já tinha se esquecido do seu tempo de dona de casa e mãe de família. Deixou pra lá a vida passada, só se lembrava dos tempos de criança, quando vestia as bonecas, brincava de roda cantando com outras crianças, comia bombom escondia e fazia travessuras.
Quando as pessoas chegavam perto da vovó e queriam conversar assunto de gente grande, ela se aborrecia e não dava palavra. Mas era só aparecer uma criança que vovó dava risada, combinava brincadeiras, era aquela animação.
Um dia, a filha da vovó (que já era meio velha também) disse aborrecida para a vizinha:
- Acho que minha mãe está na segunda infância!
A vovó ouviu e bateu palmas:
- Ora, afinal você entendeu. Eu cansei de ser velha e voltei mesmo a ser criança. Queria voltar a ser feliz!
E saiu com um bando de meninas, que já estavam chamando por ela.

QUEIROZ, Rachel de. Memórias de Menina. Rio de Janeiro. José Olympio, 2006.

No trecho "Quando as pessoas chegavam perto da vovó...", a palavra destacada indica

(A) espaço.
(B) lugar.
(C) modo.
(D) tempo.

QUESTÃO 10: Leia o texto a seguir.


Turma da mônica. Historinhas de uma página, n. 5, p. 57.

Nesse texto, a menina se cansou rápido porque

(A) pedala a bicicleta sozinha.
(B) as meninas se cansam mais rápido que os meninos.
(C) rejeita a ajuda dos garotos.
(D) as bicicletas grandes andam rápido demais.







GABARITO
01: D
02: C
03: B
04: B
05: D
06: A
07: C
08: A
09: D
10: A

sábado, 21 de outubro de 2023

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - ATIVIDADES PARA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 5º ANO FUNDAMENTAL

 

QUESTÃO 01: Leia o texto a seguir.


Turma da mônica. Historinhas de uma página, n. 5, p. 57.

Nesse texto, a menina se cansou rápido porque

(A) pedala a bicicleta sozinha.
(B) as meninas se cansam mais rápido que os meninos.
(C) rejeita a ajuda dos garotos.
(D) as bicicletas grandes andam rápido demais.

QUESTÃO 02: Leia o texto a seguir.

Balões e dirigíveis

Em 1670, o padre italiano Francisco Lana idealizou o projeto de um "veleiro aéreo", que não chegou a ser construído. Mas, em 5 de agosto de 1709, em Lisboa, o padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão realizava sua primeira tentativa de fazer voar um balão.
Após algumas experiências malogradas, ele conseguiu fazer seu aeróstato elevar-se no ar. (A palavra aeróstato vem do grego era = ar e statós = parado, suspenso: ou seja, "suspenso no ar".)
Já em 1782, Joseph Montgolfier, um francês fabricante de papel, descansava diante da lareira de sua casa, vendo como subiam a fumaça e o ar quente. Ele teve um estalo na cabeça e fez um balão de papel de seda, levando sua abertura pouco acima das chamas. Logo o balão se inflou de ar quente e... subiu até o teto.

Biblioteca do escoteiro-mirim. São Paulo: Nova Cultural, 1985, p. 40.

Segundo esse texto, Joseph Montgolfier fez um

(A) aeróstato.
(B) balão.
(C) dirigível.
(D) veleiro.

QUESTÃO 03: Leia o texto a seguir.

Pra dar no pé

Da varanda lá de casa, eu a avistava: linda, exuberante e charmosa. Nela moravam: bem-te-vi, pintassilgo, pombo, juriti, marimbondo e formiga alpinista. Papagaio de seda também! Desses do mês de julho que, em vez de ficar requebrando no céu, decidem embaraçar a rabiola nos galhos mais altos e ficar por ali mesmo. Teve um que gostou tanto de morar na árvore que nunca mais foi embora.
No meio do ano, começavam a aparecer pequenas flores naquele pé de manga. Os frutos só chegavam em meados de dezembro. As chuvas do fim de tarde, muitas vezes, aprontavam: jogavam no chão as suculentas frutas. Umas se esborrachavam feio na lama. A dona Tina, na manhã seguinte, distribuía tudo entre a vizinhança. Era bom...

OLIVEIRA, Pedro Antônio de. CHC, n. 197, p. 19, dez. 2008 (fragmento)

Na frase "A dona Tina, na manhã seguinte, distribuía tudo entre a vizinhança.", a palavra destacada se refere

(A) aos frutos.
(B) aos papagaios.
(C) às flores.
(D) às rabiolas.

QUESTÃO 04: Leia o texto a seguir.

OMS alerta para "pandemia iminente"

Organização confirma 1ª morte por gripe suína fora do México; Brasil tem 2 casos suspeitos, diz governo

Ante a rápida propagação mundial da gripe suína e a constatação da contínua transmissão do vírus entre humanos, a Organização Mundial de Saúde elevou seu alerta para o nível 5.
É a primeira vez que a OMS aciona esse nível, que indica iminência de pandemia (epidemia mundial). O órgão diz ser alta a probabilidade de o alerta ir ao nível 6 (declaração de pandemia).
"Todos os países devem imediatamente ativar planos contra pandemias" afirmou Margaret Chan, diretora-geral da OMS. Para Keiji Fukuda, diretor-geral-assistente, a pandemia começou.
A OMS confirmou a primeira morte causada pela gripe suína fora do México. A vítima foi um menino mexicano de 22 meses que estava internado nos EUA. No mundo, já são oito mortos.
O que mais preocupa agora é o contágio de pacientes que não foram ao México. Isso já ocorreu entre alunos de uma escola de Nova Iorque que tiveram contato com pessoas vindas daquele país.
Caso similar aconteceu na Espanha. No Brasil, segundo o governo, há dois casos suspeitos de gripe suína. Os pacientes, um em Belo Horizonte e outro em São Paulo, estiveram no México.

Folha de São Paulo, 30 abr. 2009 (fragmento)

Esse texto traz informações sobre

(A) os perigos de viagens ao México.
(B) os planos para combater doenças.
(C) uma gripe que pode atingir o mundo.
(D) uma organização internacional.

QUESTÃO 05: Leia o texto a seguir.

Quem ama vacina

O que você, mamãe, que acaba de trazer ao mundo um ser tão especial, seu filho, precisa saber sobre vacinas.

Tomar vacina dói?
Sim. Dói, mas é uma dor muito pequena se comparada ao trauma de uma internação por doenças que podem ser evitadas com a vacina.

Trabalho e não tenho tempo de levar meu filho para vacinar
O ideal é que você, mamãe, esteja com seu bebê, principalmente no momento da 1ª vacina. Ele sentirá mais seguro no seu colo, e as informações passadas a você, sobre as vacinas pelos profissionais de saúde, são muito importante, mas, se ficar difícil para você compartilhar com seu filho este momento, peça a um parente, vizinho, ou a uma pessoa de sua confiança para levá-lo ao Centro de Saúde mais perto de sua casa. O importante é que no dia marcado sua criança receba as vacinas de acordo com o calendário vacinal. Se no dia marcado for Sábado, Domingo ou feriado, leve-o um dia antes ou um dia depois.

ROCHA, Terezinha Vieira da. Disponível em: http://www.pbh..gov.br/smsa/biblioteca /saudedigital/dezembro/folder.html.

Esse texto foi escrito para

(A) filhos.
(B) mães.
(C) médicos.
(D) pais.

QUESTÃO 06: Leia o texto a seguir.

O morcego astuto

Um morcego voltava para casa depois da sua caça noturna. Tinha comido demais e, mesmo sendo um bom voador, bateu com a cabeça num galho e caiu no chão. Quando ia levantar, apareceu uma fuinha.
O morcego encolheu-se todo, na esperança de não ser visto. Mas a fuinha tinha ótimos olhos e grande apetite! As fuinhas adoram comer ratos. E não era um rato aquele ali, tentando esconder-se entre as folhas?
- Vou papá-lo de uma só vez, rato! - avisou a fuinha.
- Eu, rato, comadre fuinha? Sou um pássaro, não vê?
- Pensa que sou boba? Claro que você é um rato.
- Olha aqui as minhas asas. Sou um pássaro e sei voar.
Dizendo isso, o morcego abriu as asas e saiu voando, deixando a fuinha boquiaberta. Já havia se recuperado do atordoamento do tombo e foi para casa dormir. Mas ficou com tanto medo que não foi caçar por dois dias.
Na terceira noite, com o estômago roncando de fome, o morcego decidiu ir à luta. Mas teve um baita azar! A caça foi pouca, a fome continuou e ele, que detesta a luz do dia, ao amanhecer, estava longe do seu refúgio.
Os primeiros raios de sol o atordoaram, deixando-o meio cego. Quando deu por si, o morcego percebeu que estava junto da toca do furão, que adora comer passarinhos.
- Vou papá-lo de uma vez só, pássaro! - avisou o furão.
- Pássaro, eu? Sou um rato, não vê? - disse o morcego, fechando bem suas asas e exibindo os pelos e o focinho.
O furão achou que tinha se enganado. E o morcego tratou de fugir, não voando e sim correndo como um ratinho.

Moral: "Há ocasiões em que, para sobreviver, precisamos dançar conforme a música."

VIEIRA, Isabel. Fabulinhas Famosas. Rideel, 2001. (adaptado)

No trecho "Mas a fuinha tinha ótimos olhos...", a expressão destacada significa que o bicho

(A) enxergava muito bem.
(B) era muito esperto.
(C) estava com muita fome.
(D) tinha olhos grandes.

QUESTÃO 07: Leia o texto a seguir.

Belo Horizonte, 08 de agosto de 2007

Ana Carla:

Que saudades!!!

Há quanto tempo não nos vemos... Fiquei muito feliz com seu telefonema na semana passada!!! Você se mostrou radiante por estar lecionando para crianças do primeiro ciclo!!! Tenho certeza de que seus alunos também devem adorar seu jeito meigo de ser.
Pensando em você e nos seus alunos, envio junto com esta carta um livro. É um presente. Gostaria que lesse O curumim que virou gigante, de Joel Rufino dos Santos. As ilustrações, de Lúcia Lacourt, enriquecem o texto e são simplesmente maravilhosas!!! Que livro sensível!!!
É uma lenda. Com uma narrativa leve, explica-se o surgimento do Corcovado no Rio de Janeiro. O Curumim que virou gigante nos fala do desejo do indiozinho Turamã de ter uma irmã. E de tanto querer, ele passa a viver como se realmente tivesse uma irmã. Em tudo o que faz, ele se lembra dela e traz presentes para agradá-la. Até que um dia, acontece algo que faz Turamã sair de sua aldeia mundo afora... O final é surpreendente.
Espero que você goste do livro e o use em suas aulas com as crianças.
Com carinho,

Luciana Cassimiro

Livros e cartas como um presente. Kit de literatura afro-brasileira. 2007, p. 116.

Esse texto foi escrito para

(A) descrever a vida numa aldeia.
(B) ensinar como dar uma boa aula.
(C) explicar como surgiu o Corcovado.
(D) sugerir a leitura de um livro.

QUESTÃO 08: Leia o texto a seguir.

A vovó

Era uma vez uma vovó tão velhinha que já tinha se esquecido do seu tempo de dona de casa e mãe de família. Deixou pra lá a vida passada, só se lembrava dos tempos de criança, quando vestia as bonecas, brincava de roda cantando com outras crianças, comia bombom escondia e fazia travessuras.
Quando as pessoas chegavam perto da vovó e queriam conversar assunto de gente grande, ela se aborrecia e não dava palavra. Mas era só aparecer uma criança que vovó dava risada, combinava brincadeiras, era aquela animação.
Um dia, a filha da vovó (que já era meio velha também) disse aborrecida para a vizinha:
- Acho que minha mãe está na segunda infância!
A vovó ouviu e bateu palmas:
- Ora, afinal você entendeu. Eu cansei de ser velha e voltei mesmo a ser criança. Queria voltar a ser feliz!
E saiu com um bando de meninas, que já estavam chamando por ela.

QUEIROZ, Rachel de. Memórias de Menina. Rio de Janeiro. José Olympio, 2006.

No trecho "Quando as pessoas chegavam perto da vovó...", a palavra destacada indica

(A) espaço.
(B) lugar.
(C) modo.
(D) tempo.

QUESTÃO 09: Leia o texto a seguir.

Caros amigos da Vila Esperança

Dou um prêmio para quem adivinhar onde estou! Não vale olhar o endereço do remetente! Acreditem ou não, estou em Coari, no Amazonas, terra do meu amigo Marcílio, o quitandeiro, [...]
O irmão do Marcílio quase caiu para trás quando me viu. Ele nunca poderia imaginar que eu era o carteiro que entregava todas as suas cartas ao irmão.
Depois de Coari, vou para Souza, na Paraíba, conhecer o tio do Zuca e as pegadas dos dinossauros; de lá, vou pra Blumenau, terra do Hanz... [...]
Um grande abraço do viajante de sempre.

MOREIRA, J.R.; RODRIGUES, J. Brasília. O carregador de notícias. Ministério das cidades. Denatran, 2008 (adaptado)

Em que lugar o autor estava, quando escreveu a carta?

(A) No Amazonas.
(B) Na Paraíba.
(C) Em Blumenau.
(D) Em Souza.

QUESTÃO 10: Leia o texto a seguir.

Mocidade e morte

Quando eu cerrar os olhos moribundos
Tu verterás por mim pranto saudoso;
Mas quem me diz que não virá o riso
Banhar teu rosto triste e lacrimoso?

HERCULANO, Alexandre. Mocidade e morte.

Nesse texto, a expressão "...cerrar os olhos..." significa

(A) dormir.
(B) estar triste.
(C) morrer.
(D) sentir saudade.



GABARITO
01: A
02: B
03: A
04: C
05: B
06: A
07: D 
08: D
09: A
10: C



sábado, 15 de abril de 2023

A LITERATURA NO TEMPO



SÉCULO XI e XII

Origens da literatura em Portugal
Produção marcada pelas cantigas trovadorescas e pelas novelas de cavalaria, que, desenvolvidas no contexto das Cruzadas, criaram um imaginário vivo até hoje.

SÉCULO XIV

Classicismo
Durante o Renascimento, a arte retoma valores humanistas herdados da cultura grego-romana, em que o ser humano é colocado no centro da própria vida.

Início da literatura brasileira
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, desenvolve-se uma literatura religiosa, registrada em sermões, e de catequese.

SÉCULO XVII

Barroco
No século XVI, ocorre uma retomada dos valores cristãos com reação aos avanços do Protestantismo na Europa. Nesse contexto, a literatura barroca do século XVII valoriza as formas e os jogos de palavras rebuscados, tendo a religião e a fugacidade da vida como temáticas principais.

SÉCULO XVIII

Neoclassicismo/Arcadismo
Nesse período, reavivam-se valores do Classicismo, tanto na forma como nos temas. No Brasil, a literatura arcadista valoriza a natureza, a simplicidade e temas pastoris.

SÉCULO XIX

Romantismo
Iniciado no século XVIII e tendo seu auge no século XIX, o Romantismo traz a natureza, o amor e a burguesia para uma literatura que rompe com os padrões clássicos e defende a liberdade na criação.

Realismo
Tem visão crítica com relação ao que considera exageros do Romantismo, como a representação dos sentimentos e de seus ideais. Por isso, o realismo busca retratar a sociedade de maneira mais objetiva e fiel à realidade.

Naturalismo
Influenciadas pela filosofia determinista de Taine e pelo Higienismo, as obras naturalistas defendiam a tese de que o ser humano é produto do meio em que vive.

Simbolismo e Parnasianismo
Em oposição ao Realismo e ao Naturalismo e também à poesia romântica, foram tendências da literatura poética que priorizaram, respectivamente, os sentidos como forma de antingir o leitor e uma elaboração formal preciosista que valorizava a arte pela arte.

SÉCULO XX

Pré-Modernismo
Sustenta um olhar mais crítico para a realidade social brasileira e adota uma linguagem que permite, em alguns casos, registros mais informais, próximos do falar cotidiano.

Modernismo: 1ª fase
Inovação radical na linguagem e na temática, dando destaque ao nacionalismo e às raízes culturais brasileiras por meio de ironias e experimentações estéticas e formais.

Modernismo: 2ª fase
Na literatura marcada pelo contexto da Segunda Guerra Mundial e da Era Vargas, retomam-se o Realismo e o Romantismo e aprofunda-se a representação de temas regionais marcada pelo olhar crítico.

Modernismo: 3ª fase
Marcado por novas experimentações formais que exploram, entre outros recursos, o espaço do papel em articulação com a linguagem verbal.

SÉCULO XXI

Literatura contemporânea
Marcada por enorme diversidade de tendências. A noção de gênero se dilui: um romance pode misturar imagem, poema, biografia, por exemplo, ou ser apenas um romance no sentido mais tradicional.



Fonte: CAMPOS, Maria Tereza Arruda; ODA, Lucas Sanches. Língua portuguesa: multiversos. Ensino Médio. São Paulo: 2020.


sábado, 8 de abril de 2023

VALORES SEMÂNTICOS DAS ORAÇÕES ADVERBIAIS



VALORES SEMÂNTICOS DAS ORAÇÕES ADVERBIAIS

De acordo com as circunstâncias que expressam, as orações subordinadas adverbiais classificam-se em causais, consecutivas, conformativas, concessivas, comparativas, condicionais, finais, proporcionais e temporais.

CAUSAIS: indicam a causa do efeito expresso na oração principal.

Você vai passar de ano porque estudou muito.

São introduzidas pelas conjunções causais: porque, visto que, que, posto que, uma vez que, como (sempre anteposto à oração principal).

CONSECUTIVAS: expressam uma consequência, um efeito do fato mencionado na oração principal.

Falei tantoque fiquei rouco.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas consecutivas: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que etc.

CONFORMATIVAS: estabelecem uma ideia de concordância, de conformidade entre um fato nelas mencionado e outro expresso na oração principal.

Segundo o jornal, amanhã haverá greve de ônibus.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas conformativas: como, conforme, segundo, consoante etc.

CONCESSIVASindicam uma concessão, um fato contrário ao expresso na oração principal, porém insuficiente para anulá-la.

Consegui o papel, embora não tenha ensaiado muito.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, se bem que, por mais que etc.

COMPARATIVAS: estabelecem uma comparação em relação a um elemento da oração principal.

Esse menino está sujo como um porco.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas comparativas: como, que, do que, assim como, (tanto) quanto etc.

CONDICIONAIS: expressam uma hipótese ou condições para que ocorra o fato expresso na oração principal.

Se fizer sol, irei à praia.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, a menos que, sem que etc.

FINAIS: indicam uma finalidade relativa ao fato expresso na oração principal.

Trabalharei muito para que possa me aposentar cedo.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas finais: para que, a fim de que, que.

PROPORCIONAIS: indicam uma proporção relativa ao fato expresso na oração principal.

O jogo fica mais difícil à medida que aumenta a chuva.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais... (mais) etc.

TEMPORAIS: indicam o momento, a época, o tempo de ocorrência do fato expresso na oração principal.

Desde que ganhou na loteria, Pedro só viaja.

São introduzidas pelas conjunções temporais: quando, enquanto, desde quelogo que, assim que etc.