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sexta-feira, 13 de julho de 2018

ATIVIDADES DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS 6º ANO COM GABARITO

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

QUESTÃO 01: Leia o texto a seguir.

ORIGENS

Diferentemente dos outros minerais, os diamantes não se formam na crosta terrestre, que é de onde os obtemos. Sua gênese ocorre a grande profundidade, numa zona do interior da Terra denominada manto, com pressões e temperaturas muito elevadas, em condições magmáticas.
Os diamantes aparecem quase sempre em uma rocha vulcânica, a kimberlita (da região sul-africana de Kimberley).
Também se encontram diamantes em jazidas secundárias, principalmente em depósitos de cascalho e areia.

Vários autores. Minerais e pedras preciosas. São Paulo: Globo.

O texto tem como finalidade

(A) informar sobre a origem dos diamantes.
(B) convencer o leitor de que os diamantes diferem de outros minerais.
(C) informar que os diamantes aparecem em rochas vulcânicas.
(D) entreter o leitor com a história dos diamantes.

QUESTÃO 02: Leia o texto a seguir.

AS LÁGRIMAS DE POTIRA

Quando os homens ainda não tinham diamantes, viveu na floresta um casal de índios: Itagibá, que significa braço forte, e Potira, flor. Viviam os dois felizes, até que um dia Itagibá teve de partir para a guerra. Potira ficou triste e acompanhou, com o olhar, a canoa do marido sumir na curva do rio. O tempo foi passando e nada de Itagibá voltar. Quando veio a notícia de que ele tinha morrido, Potira foi para a beira do rio e começou a chorar, passando o resto da vida assim, com suas lágrimas espalhando-se pela areia das praias: Tupã, o grande senhor dos céus, teve pena e fez com que as lágrimas dela se transformassem em diamantes. Por isso é que eles brilham e encantam como uma lágrima de mulher.

Carlos Felipe de Melo M. Horta (coord.). O grande livro do folclore. Belo Horizonte: Leitura, 2000.

O texto tem como finalidade

(A) informar sobre uma tragédia ocorrida com Itagibá.
(B) contar a história de um casal de índios.
(C) informar sobre a morte de Itagibá e a tristeza de Potira.
(D) apresentar uma explicação fantástica, imaginária, sobre a origem do diamante.

QUESTÃO 03: Leia o texto a seguir.

IRAPURU, O CANTO QUE ENCANTA

Certo jovem, não muito belo, era admirado e desejado por todas as moças de sua tribo por tocar flauta maravilhosamente bem. Deram-lhe, então, o nome de Catuboré, flauta encantada. Entre as moças, a bela Mainá conseguiu o seu amor; casar-se-iam durante a primavera.
Certo dia, já próximo do grande dia, Catuboré foi à pesca e de lá não mais voltou.
Saindo a tribo inteira à sua procura, encontraram-no sem vida, à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa. Sepultaram-no no próprio local.
É preciso abandonar alguns costumes que nos prejudicam para que nossa qualidade de vida melhore.
Mainá, desconsolada, passava várias horas a chorar sua grande perda. A alma de Catuboré, sentindo o sofrimento de sua noiva, lamentava-se profundamente pelo seu infortúnio. Não podendo encontrar paz, pediu ajuda ao Deus Tupã. Este, então, transformou a alma do jovem no pássaro irapuru, que, mesmo com escassa beleza, possui um canto maravilhoso, semelhante ao som da flauta, para alegrar a alma de Mainá.
O cantar do irapuru ainda hoje contagia com seu amor os outros pássaros e todos os seres da natureza.

Walde-Mar de Andrade e Silva. Lendas e mitos dos índios brasileiros. São Paulo: FTD, 1997.

A lenda que você leu apresenta um trecho "intruso", ou seja, que não faz parte da história. Assinale corretamente esse trecho intruso.

(A) "O cantar do irapuru ainda hoje contagia com seu amor os outros pássaros e todos os seres da natureza."
(B) "A alma de Catuboré, sentindo o sofrimento de sua noiva, lamentava-se profundamente pelo seu infortúnio."
(C) " É preciso abandonar alguns costumes que nos prejudicam para que nossa qualidade de vida melhore."
(D) "Saindo a tribo inteira à sua procura, encontraram-no sem vida, à sombra de uma árvore, mordido por uma cobra venenosa."

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 04 A 06.

O CÃO E A LEBRE

Uma lebre brincava alegremente num campo, quando de súbito veio um cão pulando em sua direção. A lebre soltou um grito de terror, julgando que ele a mataria. O grande cão a acuou com seus enormes dentes. A lebre fechou os olhos, esperando o pior. Para sua surpresa, o cão não a mordeu. Em vez disso, parou de rosnar e de acuá-la. A lebre abriu os olhos e espiou o cão.
- Venha brincar comigo - disse o cão, abanando a cauda.
- De forma alguma - disparou a lebre. Eu nem sonharia em fazê-lo.
- Por que não? - perguntou o cão, desapontado.
- Porque não sei o que pensar de você - replicou a lebre. Se você é meu amigo, por que tentou me morder e, se é meu inimigo, por que deseja brincar comigo?

Esopo. Fábulas de Esopo. Tradução de Odail U. Sobral e Maria Stela Gonçalves. São Paulo: Loyola, 1995.

QUESTÃO 04: A melhor frase para moral dessa fábula é:

(A) O seu melhor amigo também pode ser seu maior inimigo.
(B) Gostamos que as pessoas se mostrem a nós tal como de fato são.
(C) O verdadeiro prevenido é aquele que desconfia até da própria sombra.
(D) Uma vez seu inimigo, seu inimigo sempre será.

QUESTÃO 05: As fábulas são consideradas narrativas porque

(A) informam sobre acontecimentos envolvendo animais.
(B) relatam histórias reais envolvendo animais.
(C) relatam historias narradas sempre pela personagem protagonista.
(D) relatam fatos que acontecem em um determinado tempo e espaço, envolvendo personagens.

QUESTÃO 06: A lebre ficou surpresa porque

(A) esperava que o cão a mataria, mas ele não o fez.
(B) o cão veio pulando em sua direção.
(C) o cão a acuou com seus enormes dentes.
(D) o cão ficou desapontado.

LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 07 E 08.

A RAPOSA E AS UVAS

Morta de fome, uma raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva. A safra havia sido excelente. Ao ver a parreira carregada de cachos enormes, a raposa lambeu os beiços. Só que sua alegria durou pouco: por mais que tentasse, não conseguia alcançar as uvas. Por fim, cansada de tantos esforços inúteis, resolveu ir embora, dizendo:
- Por mim, quem quiser essas uvas pode levar. Estão verdes, estão azedas, não me servem. Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.
MORAL: Desprezar o que não se consegue conquistar é fácil.

Esopo. Fábulas de esopo. Tradução de Heloisa Jahn. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 1994.

QUESTÃO 07: Que comportamento humano é criticado nessa fábula?

(A) O comportamento de pessoas que desprezam as coisas conquistadas facilmente.
(B) O comportamento de pessoas que, às vezes, desprezam as coisas apenas porque não as possuem.
(C) O comportamento de pessoas que não se esforçam para obterem riquezas.
(D) O comportamento de pessoas ingratas e insatisfeitas com o que tem para comer diariamente.

QUESTÃO 08: De acordo com o texto, assinale (V) para as alternativas corretas e (F) para as incorretas.

(   ) A raposa estava morta de fome, mas acabou não comendo nada.
(   ) A raposa desistiu de colher as uvas.
(   ) Ao experimentar as uvas, a raposa as achou verdes e azedas.
(   ) A parreira estava carregada com enormes cachos.

O TEXTO A SEGUIR FAZ PARTE DO LIVRO "A BOLA E O GOLEIRO", DO ESCRITOR BAIANO JORGE AMADO. LEIA-O PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 09 E 10.

[...]
O destino das bolas de futebol é fazer gols e a bola Fura-Redes, como o nome indica, era a maior especialista do país na quantidade e na qualidade dos tentos assinalados. Gols olímpicos, de efeito, de folha-seca, de letra, de bicicleta, de placa, incomparáveis.
Por isso mesmo tornou-se conhecida e aclamada como Esfera Mágica, Goleadora Genial, Pelota Invencível e Redonda Infernal, pelos locutores enlouquecidos ao microfone, quando a viam atravessar o campo, de passe em passe, de finta em finta, para marcar mais um tento sensacional. A bola Fura-Redes era o pavor dos goleiros, a paixão dos pontas de lança e dos comandantes de ataque, a bem-amada da torcida nascera para cruzar o arco, bater-se alegre contra as redes, provocar o grito de guerra e de vitória da galera.
Lustrosa, leve e atrevida, a mais redonda das pelotas, apesar de muito jovem, logo se tornou popularíssima devido ao número de tentos já marcados, cerca de seiscentos; muitos em cada partida. Vários para a equipe A e vários para a equipe Z, pois Fura-redes mantinha-se absolutamente imparcial quando se exibia no gramado.
Marcava gols para as duas equipes, não protegia qualquer delas, era correta e justa. Assinalaria maior número de tentos o time que mais procurasse o ataque, buscando encurralar o adversário. Com ela, os artilheiros não erravam os chutes, não desperdiçavam bolas nas traves. Mas, sendo igualmente bondosa, dotada de um coração de ouro, Fura-Redes tampouco deixava a outra esquadra em jejum: pelo menos um golzinho de consolação ela lhe concedia antes que o juiz trilasse o apito, dando o desafio por terminado.

Jorge Amado. A bola e o goleiro. Rio de Janeiro: Record, 1984.

QUESTÃO 09: No trecho "Nascera para cruzar o arco, bater-se alegre contra as redes, provocar o grito de guerra e de vitória da galera", a que arco se refere?





QUESTÃO 10: Entre as características da bola, há algumas que são próprias de seres humanos. Identifique-as.





LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 11 A 13.
SERTÃO VERDE

Minha mãe descrevia o sertão verdejante. Verdes eram as matas, os cafezais, a horta, o pomar, os papagaios e periquitos gritadores, que passavam em bandos com as asas refletindo os raios de sol. Até onde a vista alcançava, o verde predominava em tons variados. Os jequitibás gigantes e todas as árvores preciosas das nossas florestas cresciam no solo do sertão, altivos em sua tranquila ufania.
Em meio à sinfonia verde havia a casa pobre de pau-a-pique, mal plantada no terreiro barrento e escuro, com ripas entrelaçadas e o telhado coberto de sapé: a casa onde nasci. Nasci nesse sertão misterioso e agreste onde os animais selvagens eram reis, onde a justiça era lenda e autores de muitas mortes viviam como homens de bem.
À volta da casa mais semelhante a uma tapera, a terra era vermelha e pegajosa; quando chovia havia enxurradas que pareciam sangue misturado com a terra e corriam juntos em riachos improvisados.
Se eu pudesse lembrar, minhas lembranças seriam verdes como a esperança no coração de meus pais. Vim de lá tão pequena que só posso contar o que deles ouvi sobre a fazenda do sertão. E para explicar por que foram parar tão longe e tão sem recursos, devo voltar ao princípio do caminho.
[...]

DUPRÉ, Maria José. Sertão verde.

QUESTÃO 11: Identifique a alternativa que apresenta os adjetivos que caracterizam o substantivo sertão.

(A) gigante, escuro, pegajoso.
(B) verde, verdejante, misterioso.
(C) selvagem, verdejante, escuro.
(D) verdejante, vermelho, misterioso.

QUESTÃO 12: Releia dois trechos retirados do 1º parágrafo.

“Até onde a vista alcançava, o verde predominava em tons variados.”

Verdes eram as matas, os cafezais, a horta, o pomar, os papagaios e periquitos gritadores, que passavam em bandos com as asas refletindo os raios de sol.”

A palavra verde é empregada nas duas frases como

(A) adjetivo.
(B) substantivo.
(C) adjetivo e substantivo abstrato.
(D) substantivo comum e adjetivo.

QUESTÃO 13: O tipo de sequência predominante no texto lido é

(A) dissertativa.
(B) conversacional.
(C) narrativa.
(D) descritiva.


LEIA A TIRINHA A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 14 E 15.

Disponível em: http://sejafeliznasletrasmgme193.blogspot.com/2015/. Acesso em: 12 jun. 2018.

QUESTÃO 14: O Menino Maluquinho disse “Oba!”, no primeiro quadrinho. A forma como foi registrada sua fala significa que ele está

(A) sussurrando.
(B) chorando.
(C) cantando.
(D) gritando.

QUESTÃO 15: Indique a alternativa que traz o nome do recurso utilizado para registrar a expressão “CRAC!”, no último quadrinho.

(A) Onomatopeia.
(B) Gestos.
(C) Fala.
(D) Metáfora visual.




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GABARITO:
1:A; 2:D; 3:C; 4:B; 5:D; 6:A; 7:B; 8:V,V,F,V; 
9. Às duas hastes verticais (traves) mais a haste horizontal (travessão) que compõem o gol.
10. Atrevida, jovem, imparcial, correta, justa, bondosa e coração de ouro.
11:B; 12:D; 13:C; 14:D; 15:A


   





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