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sábado, 21 de outubro de 2023

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS - ATIVIDADES PARA AVALIAÇÃO DIAGNÓSTICA 5º ANO FUNDAMENTAL

 

QUESTÃO 01: Leia o texto a seguir.


Turma da mônica. Historinhas de uma página, n. 5, p. 57.

Nesse texto, a menina se cansou rápido porque

(A) pedala a bicicleta sozinha.
(B) as meninas se cansam mais rápido que os meninos.
(C) rejeita a ajuda dos garotos.
(D) as bicicletas grandes andam rápido demais.

QUESTÃO 02: Leia o texto a seguir.

Balões e dirigíveis

Em 1670, o padre italiano Francisco Lana idealizou o projeto de um "veleiro aéreo", que não chegou a ser construído. Mas, em 5 de agosto de 1709, em Lisboa, o padre brasileiro Bartolomeu de Gusmão realizava sua primeira tentativa de fazer voar um balão.
Após algumas experiências malogradas, ele conseguiu fazer seu aeróstato elevar-se no ar. (A palavra aeróstato vem do grego era = ar e statós = parado, suspenso: ou seja, "suspenso no ar".)
Já em 1782, Joseph Montgolfier, um francês fabricante de papel, descansava diante da lareira de sua casa, vendo como subiam a fumaça e o ar quente. Ele teve um estalo na cabeça e fez um balão de papel de seda, levando sua abertura pouco acima das chamas. Logo o balão se inflou de ar quente e... subiu até o teto.

Biblioteca do escoteiro-mirim. São Paulo: Nova Cultural, 1985, p. 40.

Segundo esse texto, Joseph Montgolfier fez um

(A) aeróstato.
(B) balão.
(C) dirigível.
(D) veleiro.

QUESTÃO 03: Leia o texto a seguir.

Pra dar no pé

Da varanda lá de casa, eu a avistava: linda, exuberante e charmosa. Nela moravam: bem-te-vi, pintassilgo, pombo, juriti, marimbondo e formiga alpinista. Papagaio de seda também! Desses do mês de julho que, em vez de ficar requebrando no céu, decidem embaraçar a rabiola nos galhos mais altos e ficar por ali mesmo. Teve um que gostou tanto de morar na árvore que nunca mais foi embora.
No meio do ano, começavam a aparecer pequenas flores naquele pé de manga. Os frutos só chegavam em meados de dezembro. As chuvas do fim de tarde, muitas vezes, aprontavam: jogavam no chão as suculentas frutas. Umas se esborrachavam feio na lama. A dona Tina, na manhã seguinte, distribuía tudo entre a vizinhança. Era bom...

OLIVEIRA, Pedro Antônio de. CHC, n. 197, p. 19, dez. 2008 (fragmento)

Na frase "A dona Tina, na manhã seguinte, distribuía tudo entre a vizinhança.", a palavra destacada se refere

(A) aos frutos.
(B) aos papagaios.
(C) às flores.
(D) às rabiolas.

QUESTÃO 04: Leia o texto a seguir.

OMS alerta para "pandemia iminente"

Organização confirma 1ª morte por gripe suína fora do México; Brasil tem 2 casos suspeitos, diz governo

Ante a rápida propagação mundial da gripe suína e a constatação da contínua transmissão do vírus entre humanos, a Organização Mundial de Saúde elevou seu alerta para o nível 5.
É a primeira vez que a OMS aciona esse nível, que indica iminência de pandemia (epidemia mundial). O órgão diz ser alta a probabilidade de o alerta ir ao nível 6 (declaração de pandemia).
"Todos os países devem imediatamente ativar planos contra pandemias" afirmou Margaret Chan, diretora-geral da OMS. Para Keiji Fukuda, diretor-geral-assistente, a pandemia começou.
A OMS confirmou a primeira morte causada pela gripe suína fora do México. A vítima foi um menino mexicano de 22 meses que estava internado nos EUA. No mundo, já são oito mortos.
O que mais preocupa agora é o contágio de pacientes que não foram ao México. Isso já ocorreu entre alunos de uma escola de Nova Iorque que tiveram contato com pessoas vindas daquele país.
Caso similar aconteceu na Espanha. No Brasil, segundo o governo, há dois casos suspeitos de gripe suína. Os pacientes, um em Belo Horizonte e outro em São Paulo, estiveram no México.

Folha de São Paulo, 30 abr. 2009 (fragmento)

Esse texto traz informações sobre

(A) os perigos de viagens ao México.
(B) os planos para combater doenças.
(C) uma gripe que pode atingir o mundo.
(D) uma organização internacional.

QUESTÃO 05: Leia o texto a seguir.

Quem ama vacina

O que você, mamãe, que acaba de trazer ao mundo um ser tão especial, seu filho, precisa saber sobre vacinas.

Tomar vacina dói?
Sim. Dói, mas é uma dor muito pequena se comparada ao trauma de uma internação por doenças que podem ser evitadas com a vacina.

Trabalho e não tenho tempo de levar meu filho para vacinar
O ideal é que você, mamãe, esteja com seu bebê, principalmente no momento da 1ª vacina. Ele sentirá mais seguro no seu colo, e as informações passadas a você, sobre as vacinas pelos profissionais de saúde, são muito importante, mas, se ficar difícil para você compartilhar com seu filho este momento, peça a um parente, vizinho, ou a uma pessoa de sua confiança para levá-lo ao Centro de Saúde mais perto de sua casa. O importante é que no dia marcado sua criança receba as vacinas de acordo com o calendário vacinal. Se no dia marcado for Sábado, Domingo ou feriado, leve-o um dia antes ou um dia depois.

ROCHA, Terezinha Vieira da. Disponível em: http://www.pbh..gov.br/smsa/biblioteca /saudedigital/dezembro/folder.html.

Esse texto foi escrito para

(A) filhos.
(B) mães.
(C) médicos.
(D) pais.

QUESTÃO 06: Leia o texto a seguir.

O morcego astuto

Um morcego voltava para casa depois da sua caça noturna. Tinha comido demais e, mesmo sendo um bom voador, bateu com a cabeça num galho e caiu no chão. Quando ia levantar, apareceu uma fuinha.
O morcego encolheu-se todo, na esperança de não ser visto. Mas a fuinha tinha ótimos olhos e grande apetite! As fuinhas adoram comer ratos. E não era um rato aquele ali, tentando esconder-se entre as folhas?
- Vou papá-lo de uma só vez, rato! - avisou a fuinha.
- Eu, rato, comadre fuinha? Sou um pássaro, não vê?
- Pensa que sou boba? Claro que você é um rato.
- Olha aqui as minhas asas. Sou um pássaro e sei voar.
Dizendo isso, o morcego abriu as asas e saiu voando, deixando a fuinha boquiaberta. Já havia se recuperado do atordoamento do tombo e foi para casa dormir. Mas ficou com tanto medo que não foi caçar por dois dias.
Na terceira noite, com o estômago roncando de fome, o morcego decidiu ir à luta. Mas teve um baita azar! A caça foi pouca, a fome continuou e ele, que detesta a luz do dia, ao amanhecer, estava longe do seu refúgio.
Os primeiros raios de sol o atordoaram, deixando-o meio cego. Quando deu por si, o morcego percebeu que estava junto da toca do furão, que adora comer passarinhos.
- Vou papá-lo de uma vez só, pássaro! - avisou o furão.
- Pássaro, eu? Sou um rato, não vê? - disse o morcego, fechando bem suas asas e exibindo os pelos e o focinho.
O furão achou que tinha se enganado. E o morcego tratou de fugir, não voando e sim correndo como um ratinho.

Moral: "Há ocasiões em que, para sobreviver, precisamos dançar conforme a música."

VIEIRA, Isabel. Fabulinhas Famosas. Rideel, 2001. (adaptado)

No trecho "Mas a fuinha tinha ótimos olhos...", a expressão destacada significa que o bicho

(A) enxergava muito bem.
(B) era muito esperto.
(C) estava com muita fome.
(D) tinha olhos grandes.

QUESTÃO 07: Leia o texto a seguir.

Belo Horizonte, 08 de agosto de 2007

Ana Carla:

Que saudades!!!

Há quanto tempo não nos vemos... Fiquei muito feliz com seu telefonema na semana passada!!! Você se mostrou radiante por estar lecionando para crianças do primeiro ciclo!!! Tenho certeza de que seus alunos também devem adorar seu jeito meigo de ser.
Pensando em você e nos seus alunos, envio junto com esta carta um livro. É um presente. Gostaria que lesse O curumim que virou gigante, de Joel Rufino dos Santos. As ilustrações, de Lúcia Lacourt, enriquecem o texto e são simplesmente maravilhosas!!! Que livro sensível!!!
É uma lenda. Com uma narrativa leve, explica-se o surgimento do Corcovado no Rio de Janeiro. O Curumim que virou gigante nos fala do desejo do indiozinho Turamã de ter uma irmã. E de tanto querer, ele passa a viver como se realmente tivesse uma irmã. Em tudo o que faz, ele se lembra dela e traz presentes para agradá-la. Até que um dia, acontece algo que faz Turamã sair de sua aldeia mundo afora... O final é surpreendente.
Espero que você goste do livro e o use em suas aulas com as crianças.
Com carinho,

Luciana Cassimiro

Livros e cartas como um presente. Kit de literatura afro-brasileira. 2007, p. 116.

Esse texto foi escrito para

(A) descrever a vida numa aldeia.
(B) ensinar como dar uma boa aula.
(C) explicar como surgiu o Corcovado.
(D) sugerir a leitura de um livro.

QUESTÃO 08: Leia o texto a seguir.

A vovó

Era uma vez uma vovó tão velhinha que já tinha se esquecido do seu tempo de dona de casa e mãe de família. Deixou pra lá a vida passada, só se lembrava dos tempos de criança, quando vestia as bonecas, brincava de roda cantando com outras crianças, comia bombom escondia e fazia travessuras.
Quando as pessoas chegavam perto da vovó e queriam conversar assunto de gente grande, ela se aborrecia e não dava palavra. Mas era só aparecer uma criança que vovó dava risada, combinava brincadeiras, era aquela animação.
Um dia, a filha da vovó (que já era meio velha também) disse aborrecida para a vizinha:
- Acho que minha mãe está na segunda infância!
A vovó ouviu e bateu palmas:
- Ora, afinal você entendeu. Eu cansei de ser velha e voltei mesmo a ser criança. Queria voltar a ser feliz!
E saiu com um bando de meninas, que já estavam chamando por ela.

QUEIROZ, Rachel de. Memórias de Menina. Rio de Janeiro. José Olympio, 2006.

No trecho "Quando as pessoas chegavam perto da vovó...", a palavra destacada indica

(A) espaço.
(B) lugar.
(C) modo.
(D) tempo.

QUESTÃO 09: Leia o texto a seguir.

Caros amigos da Vila Esperança

Dou um prêmio para quem adivinhar onde estou! Não vale olhar o endereço do remetente! Acreditem ou não, estou em Coari, no Amazonas, terra do meu amigo Marcílio, o quitandeiro, [...]
O irmão do Marcílio quase caiu para trás quando me viu. Ele nunca poderia imaginar que eu era o carteiro que entregava todas as suas cartas ao irmão.
Depois de Coari, vou para Souza, na Paraíba, conhecer o tio do Zuca e as pegadas dos dinossauros; de lá, vou pra Blumenau, terra do Hanz... [...]
Um grande abraço do viajante de sempre.

MOREIRA, J.R.; RODRIGUES, J. Brasília. O carregador de notícias. Ministério das cidades. Denatran, 2008 (adaptado)

Em que lugar o autor estava, quando escreveu a carta?

(A) No Amazonas.
(B) Na Paraíba.
(C) Em Blumenau.
(D) Em Souza.

QUESTÃO 10: Leia o texto a seguir.

Mocidade e morte

Quando eu cerrar os olhos moribundos
Tu verterás por mim pranto saudoso;
Mas quem me diz que não virá o riso
Banhar teu rosto triste e lacrimoso?

HERCULANO, Alexandre. Mocidade e morte.

Nesse texto, a expressão "...cerrar os olhos..." significa

(A) dormir.
(B) estar triste.
(C) morrer.
(D) sentir saudade.



GABARITO
01: A
02: B
03: A
04: C
05: B
06: A
07: D 
08: D
09: A
10: C



sábado, 15 de abril de 2023

A LITERATURA NO TEMPO



SÉCULO XI e XII

Origens da literatura em Portugal
Produção marcada pelas cantigas trovadorescas e pelas novelas de cavalaria, que, desenvolvidas no contexto das Cruzadas, criaram um imaginário vivo até hoje.

SÉCULO XIV

Classicismo
Durante o Renascimento, a arte retoma valores humanistas herdados da cultura grego-romana, em que o ser humano é colocado no centro da própria vida.

Início da literatura brasileira
Com a chegada dos portugueses ao Brasil, desenvolve-se uma literatura religiosa, registrada em sermões, e de catequese.

SÉCULO XVII

Barroco
No século XVI, ocorre uma retomada dos valores cristãos com reação aos avanços do Protestantismo na Europa. Nesse contexto, a literatura barroca do século XVII valoriza as formas e os jogos de palavras rebuscados, tendo a religião e a fugacidade da vida como temáticas principais.

SÉCULO XVIII

Neoclassicismo/Arcadismo
Nesse período, reavivam-se valores do Classicismo, tanto na forma como nos temas. No Brasil, a literatura arcadista valoriza a natureza, a simplicidade e temas pastoris.

SÉCULO XIX

Romantismo
Iniciado no século XVIII e tendo seu auge no século XIX, o Romantismo traz a natureza, o amor e a burguesia para uma literatura que rompe com os padrões clássicos e defende a liberdade na criação.

Realismo
Tem visão crítica com relação ao que considera exageros do Romantismo, como a representação dos sentimentos e de seus ideais. Por isso, o realismo busca retratar a sociedade de maneira mais objetiva e fiel à realidade.

Naturalismo
Influenciadas pela filosofia determinista de Taine e pelo Higienismo, as obras naturalistas defendiam a tese de que o ser humano é produto do meio em que vive.

Simbolismo e Parnasianismo
Em oposição ao Realismo e ao Naturalismo e também à poesia romântica, foram tendências da literatura poética que priorizaram, respectivamente, os sentidos como forma de antingir o leitor e uma elaboração formal preciosista que valorizava a arte pela arte.

SÉCULO XX

Pré-Modernismo
Sustenta um olhar mais crítico para a realidade social brasileira e adota uma linguagem que permite, em alguns casos, registros mais informais, próximos do falar cotidiano.

Modernismo: 1ª fase
Inovação radical na linguagem e na temática, dando destaque ao nacionalismo e às raízes culturais brasileiras por meio de ironias e experimentações estéticas e formais.

Modernismo: 2ª fase
Na literatura marcada pelo contexto da Segunda Guerra Mundial e da Era Vargas, retomam-se o Realismo e o Romantismo e aprofunda-se a representação de temas regionais marcada pelo olhar crítico.

Modernismo: 3ª fase
Marcado por novas experimentações formais que exploram, entre outros recursos, o espaço do papel em articulação com a linguagem verbal.

SÉCULO XXI

Literatura contemporânea
Marcada por enorme diversidade de tendências. A noção de gênero se dilui: um romance pode misturar imagem, poema, biografia, por exemplo, ou ser apenas um romance no sentido mais tradicional.



Fonte: CAMPOS, Maria Tereza Arruda; ODA, Lucas Sanches. Língua portuguesa: multiversos. Ensino Médio. São Paulo: 2020.


sábado, 8 de abril de 2023

VALORES SEMÂNTICOS DAS ORAÇÕES ADVERBIAIS



VALORES SEMÂNTICOS DAS ORAÇÕES ADVERBIAIS

De acordo com as circunstâncias que expressam, as orações subordinadas adverbiais classificam-se em causais, consecutivas, conformativas, concessivas, comparativas, condicionais, finais, proporcionais e temporais.

CAUSAIS: indicam a causa do efeito expresso na oração principal.

Você vai passar de ano porque estudou muito.

São introduzidas pelas conjunções causais: porque, visto que, que, posto que, uma vez que, como (sempre anteposto à oração principal).

CONSECUTIVAS: expressam uma consequência, um efeito do fato mencionado na oração principal.

Falei tantoque fiquei rouco.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas consecutivas: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que etc.

CONFORMATIVAS: estabelecem uma ideia de concordância, de conformidade entre um fato nelas mencionado e outro expresso na oração principal.

Segundo o jornal, amanhã haverá greve de ônibus.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas conformativas: como, conforme, segundo, consoante etc.

CONCESSIVASindicam uma concessão, um fato contrário ao expresso na oração principal, porém insuficiente para anulá-la.

Consegui o papel, embora não tenha ensaiado muito.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, se bem que, por mais que etc.

COMPARATIVAS: estabelecem uma comparação em relação a um elemento da oração principal.

Esse menino está sujo como um porco.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas comparativas: como, que, do que, assim como, (tanto) quanto etc.

CONDICIONAIS: expressam uma hipótese ou condições para que ocorra o fato expresso na oração principal.

Se fizer sol, irei à praia.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, a menos que, sem que etc.

FINAIS: indicam uma finalidade relativa ao fato expresso na oração principal.

Trabalharei muito para que possa me aposentar cedo.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas finais: para que, a fim de que, que.

PROPORCIONAIS: indicam uma proporção relativa ao fato expresso na oração principal.

O jogo fica mais difícil à medida que aumenta a chuva.

São introduzidas pelas conjunções subordinativas proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais... (mais) etc.

TEMPORAIS: indicam o momento, a época, o tempo de ocorrência do fato expresso na oração principal.

Desde que ganhou na loteria, Pedro só viaja.

São introduzidas pelas conjunções temporais: quando, enquanto, desde quelogo que, assim que etc.




sábado, 3 de setembro de 2022

SIMBOLISMO NO BRASIL (1893-1902)


O Simbolismo brasileiro inicia-se em 1893, com a publicação de dois livros: Missal (coletânea de poemas em prosa) e Broquéis (poemas), de Cruz e Sousa.

A fusão de poesia e prosa é uma característica do Modernismo antecipada pelos simbolistas. O pequeno grupo de simbolistas agregou-se em torno de Cruz e Sousa, nosso mais importante autor desse estilo. A morte do poeta, em 1898, provocou a dissolução do grupo.

Se na literatura europeia o Simbolismo teve grande aceitação, o mesmo não ocorreu no Brasil, pois esse estilo mal se fez notar pelo público, acostumado a ler poesia parnasiana.

Hoje a poesia simbolista é considerada fundamental para o surgimento do Modernismo no Brasil.

Autores e obras:

Cruz e Sousa (1861-1898)

João da Cruz e Sousa nasceu em Florianópolis (SC). Filho de escravos alforriados, recebeu uma educação escolar primorosa, pois tornou-se protegido dos antigos senhores de seus pais. Fugiu com um circo que passava pela cidade e, depois de uma rápida permanência no Rio Grande do Sul, foi para o Rio de Janeiro, onde se fixou até a morte. Começou sua carreira como jornalista. Casou-se com Gavita, que enlouqueceria em 1896, sendo cuidada em casa pelo próprio poeta. Vários de seus poemas têm a loucura como tema. Morreu tuberculoso, em 1898.

Obra

Poesia: Broquéis (1893); Faróis (1900); Últimos sonetos (1905).
Prosa poética: Tropos e fanfarras (1885) - em colaboração com Vírgilio Várzea; Missal (1893); Evocações (1898).

"Violões que choram" é um dos mais conhecidos poemas de Cruz e Sousa. Desse poema, transcrevemos o trecho em que, empregando inúmeras figuras de estilo, o poeta procura descrever o som dos violões.

Ah! plangentes violões dormentes, mornos,
soluços ao luar, choros ao vento...
Tristes perfis, os mais vagos contornos,
bocas murmurejantes de lamento.

Noites de além, remotas, que eu recordo,
noites de solidão, noites remotas
que nos azuis das Fantasias bordo,
vou constelando de visões ignotas.

Vozes veladas, veludosas vozes,
volúpias dos violões, vozes veladas,
vagam nos velhos vórtices velozes
dos ventos, vivas, vãs, vulcanizadas.

CRUZ e SOUSA. Poesias Completas de Cruz e Sousa. Rio de Janeiro: Ediouro, 1995, p.50-53. Fragmento.

Vocabulário:
plangente: que chora, triste, lastimoso
dormente: entorpecido
ignoto: desconhecido
velado: coberto com véu; disfarçado
volúpia: grande prazer
vórtice: redemoinho
vulcanizado: ardente, inflamado

Alphonsus de Guimarães (1870-1921)



















Esse era o pseudônimo poético de Afonso Henriques da Costa Guimarães, nascido em Ouro Preto (MG). Morou em São Paulo, onde iniciou o curso de Direito, que concluiria em Ouro Preto. A morte da noiva, Constança, parece ter marcado sua vida. Em 1906 foi nomeado juiz de Direito em Mariana (MG). Lá se casou, teve quinze filhos e permaneceu até a morte.

Obra

Poesia: Setenário das dores de Nossa Senhora; Câmara ardente; Dona Mística (todos de 1899); Kyriale (1902).
Prosa: Mendigos (1920).

Ismália
Alphonsus de Guimaraens

Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu.
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

GUIMARAENS, Alphonsus de. Poesia. Rio de Janeiro, Agir, 1976.

Vocabulário:
desvario: loucura
ruflar: bater de asas



sábado, 13 de agosto de 2022

ATIVIDADES FUNÇÕES DA LINGUAGEM - ENSINO MÉDIO

 QUESTÃO 01: Leia o texto a seguir.

 

A Revolução Francesa foi um período, entre 1789 e 1799, de intensa agitação política e social na França, que teve um impacto duradouro na história do país e, mais amplamente, em todo o continente europeu. A monarquia absolutista que tinha governado a nação durante séculos entrou em colapso em apenas três anos. A sociedade francesa passou por uma transformação épica, quando privilégios feudais, aristocráticos e religiosos evaporaram-se sobre um ataque sustentado de grupos políticos radicais, das massas nas ruas e de camponeses na região rural do país.

Antigos ideais da tradição e da hierarquia de monarcas, aristocratas e da Igreja Católica foram abruptamente derrubados pelos novos princípios de Liberté, Égalité, Fraternité (em português: liberdade, igualdade e fraternidade). As casas reais da Europa ficaram aterrorizadas com a revolução e iniciaram um movimento contrário que, até 1814, tinha restaurado a antiga monarquia, mas muitas reformas importantes tornaram-se permanentes. O mesmo aconteceu com os antagonismos entre os partidários e inimigos da revolução, que lutaram politicamente ao longo dos próximos dois séculos.

[...]

 

Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Revolu%C3%A7%C3%A3o_Francesa

 

Segundo a teoria que atribui à linguagem determinadas funções, podemos dizer que, no fragmento de texto acima, a função primordial é:

 

(A) fática.

(B) metalinguística.

(C) referencial.

(D) emotiva.

(E) apelativa.

 

QUESTÃO 02: Leia os textos a seguir.

 

TEXTO 1

 

ASTROLOGIA

BARBARA ABRAMO ba@folhasp.com.br

 

LEÃO (22 jul. a 22 ago.) Como a Lua nova de hoje ocorre em seu signo, a melhor maneira de aproveitar as ondas de criatividade é abrir-se para receber o que o céu enviar como presságio e intuição. Retire-se da confusão na hora em que ela ocorrer e sinta. Depois anote tudo e confira nas próximas semanas.

 

TEXTO 2

 

O jardim Japonês traz lagos com carpas coloridas, pontes de madeira, jardins de pedra e bonsais, além de uma casa de chá. Fica aberto todos os dias, das 10h às 18h, e a entrada custa 3 pesos para adultos e 1 peso para crianças entre 6 e 10 anos.

 

(Folha de S. paulo, 15.08.04, p. E11)

 

Quanto às funções da linguagem e sua relação com os elementos que compõem o ato da comunicação, é correto afirmar que, nos textos acima, predomina

 

(A) a função emotiva.

(B) a função poética.

(C) no texto 1, a função fática; no texto 2, a função poética.

(D) no texto 1,a função conativa; no texto 2, a função referencial.

(E) no texto 1, a função metalinguística, no texto 2, a função emotiva.

 

 

QUESTÃO 03: Leia o texto a seguir.

 

Sentavam-se no que é de graça: banco de praça pública. E ali acomodados, nada os distinguia do resto do nada. Para a grande glória de Deus.

Ele: - Pois é.

Ela: - Pois é o quê?

Ele: - Eu só disse “pois é”!

Ela: - Mas “pois é” o quê?

Ele: - Melhor mudar de conversa porque você não me entende.

Ela: - Entender o quê?

Ele: - Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de assunto e já!

 

(Clarice Lispector. A hora da estrela)

 

Assinale a opção que apresenta a função da linguagem predominante no texto.

 

(A) metalinguística.

(B) fática.

(C) referencial.

(D) emotiva.

(E) conativa.

 

QUESTÃO 04: Leia o texto a seguir.

 

Uma propaganda a respeito das facilidades oferecidas por um estabelecimento bancário traz a seguinte recomendação:

Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça: vírgulas significam pausas.

 

(Veja. 17.08.05, p. 17)

 

Nesse texto, observa-se um exercício de natureza

 

(A) a função emotiva.

(B) a função poética.

(C) referencial.

(D) metalinguística.

(E) fática.

 

QUESTÃO 05: Relacione os fragmentos abaixo às funções da linguagem predominantes e assinale a alternativa correta.

 

I. “Imagina a cena”.

II. “Sou um homem de sorte”.

III. “O que é uma crônica? Uma página e meia. Portanto, três páginas por mês e o cara me vem com esse papo de Neruda?”

 

(A) Emotiva, poética e metalinguística, respectivamente.

(B) Fática, emotiva e metalinguística, respectivamente.

(C) Metalinguística, fática e apelativa, respectivamente.

(D) Apelativa, emotiva e metalinguística, respectivamente.

(E) Poética, fática e apelativa, respectivamente.

 

QUESTÃO 06: Leia os três textos a seguir.

 

I. O risco permanente no pouso e na decolagem é a marca do tráfego aéreo brasileiro, que cresceu 31% nos últimos dois anos, mas encontrou aeroportos mal-equipados, a frota sucateada e a manutenção precária dos aparelhos. (Veja, n. 26, 26 jun. 96, p. 5)

 

II. Fique por dentro dos principais acontecimentos da semana com Veja (...). Pegue o telefone e assine já!

 

III. Quando um texto cita outro, invertendo seu sentido, temos uma paródia. A palavra paródia vem do grego parodía e significa imitação cômica de uma composição literária.

 

A alternativa que registra, respectivamente, a função predominante da linguagem, em cada um dos textos, é:

 

(A) fática / conativa / metalinguística.

(B) expressiva / referencial / poética.

(C) referencial / conativa / metalinguística.

(D) referencial / poética / fática.

(E) fática / expressiva / conativa.

 

QUESTÃO 07: Observe a propaganda a seguir.

 

 

No segmento da propaganda “transforme seus ML em gás de verão”, a função predominante da linguagem, manifesta por marcas linguísticas específicas, é a:

 

(A) conativa ou apelativa, porque há um explícito objetivo de persuadir o leitor a adotar determinado comportamento.

(B) metalinguística, porque há uma particular preocupação com a clareza do texto e, portanto, com o uso de termos adequados aos contexto.

(C) referencial, porque se privilegia o referente da mensagem, levando informações objetivas ao leitor.

(D) emotiva ou expressiva, porque se dá ênfase às emoções de quem enuncia a propaganda.

(E) poética, porque a mensagem é elaborada de forma criativa, destacando-se, particularmente, o ritmo, evidente na sequência da propaganda.






GABARITO


01: C

02: D

03: B

04: D

05: D

06: C

07: A




sábado, 6 de agosto de 2022

QUESTÕES MODERNISMO BRASILEIRO


MODERNISMO BRASILEIRO

QUESTÃO 01: (FUVEST) Leia o texto a seguir.

Ele se aproximou e com voz cantante de nordestino que a emocionou, perguntou-lhe:
- E se me desculpe, senhorinha, posso convidar a passear?
- Sim, respondeu atabalhoadamente com pressa antes que ele mudasse de ideia.
- E, se me permite, qual é mesmo a sua graça?
- Macabéa.
- Maca - o quê?
- Bea, foi ela obrigada a completar.
- Me desculpe mas até parece doença, doença de pele.
- Eu também acho esquisito mas minha mãe botou ele por promessa a Nossa Senhora da Boa Morte se eu vingasse, até um ano de idade eu não era chamada porque não tinha nome, eu preferia continuar a nunca ser chamada em vez de ter um nome que  ninguém tem mas parece que deu certo - parou um instante retomando o fôlego perdido e acrescentou desanimada e com pudor - pois como o senhor vê eu vinguei… pois é…
- Também no sertão da Paraíba promessa é questão de grande dívida de honra.
Eles não sabiam como se passeia. Andaram sob a chuva grossa e pararam diante da vitrine de uma loja de ferragem onde estavam expostos atrás do vidro canos, latas, parafusos grandes e pregos. E Macabéa, com medo que o silêncio já significasse uma ruptura, disse ao recém-namorado:
- Eu gosto tanto de parafuso e prego, e o senhor?
Da segunda vez em que se encontraram caía uma chuva fininha que ensopava os ossos. Sem nem ao menos se darem as mãos caminhavam na chuva que na cara de Macabéa parecia lágrimas escorrendo.


(Clarice Lispector, A hora da estrela.)

Neste excerto, as falas de Olímpico e Macabéa

(A) aproximam-se do cômico, mas, no âmbito do livro, evidenciam a oposição cultural entre a mulher nordestina e o homem do sul do País.
(B) demonstram a incapacidade de expressão verbal das personagens, reflexo da privação econômica de que são vítimas.
(C) beiram às vezes o absurdo, mas, no contexto da obra, adquirem um sentido de humor e sátira social.
(D) registram, com sentimentalismo, o eterno conflito que opõe os princípios antagônicos do Bem e do Mal.
(E) suprimem, por seu caráter ridículo, a percepção do desamparo social e existencial das personagens.

QUESTÃO 02: (PUC-SP) A respeito do conto “São Marcos”, conto que integra a obra Sagarana, de João Guimarães Rosa, é INCORRETO afirmar que

(A) é um conto de linguagem marcadamente sinestésica, isto é, que ativa os órgãos sensoriais como meios de conhecimento da realidade, em suas diferentes situações narrativas.
(B) refere às ações domingueiras do personagem narrador Izé, que se embrenha no mato, carregando uma espingarda a tiracolo como o firme propósito de caçar irerês, narcejas, jaburus e frangos-d’água.
(C) desenvolve um tenebroso caso de ação sobrenatural, por obra de um feiticeiro, que produz cegueira temporária no protagonista e da qual ele se safa por meio de uma reza brava, sesga, milagrosa e proibida.
(D) Vem introduzido por uma epígrafe, extraída da cultura popular, das cantigas do sertão e que condensa e dá, sugestivamente, o tom da narrativa.
(E) caracteriza o espaço dos bambus, lugar onde se encontram gravados os nomes dos reis leoninos e onde se trava floral desafio entre o narrador e Quem será.

QUESTÃO 03: (ITA) O livro de contos Laços de família, de Clarice Lispector; reúne textos que, em geral, apresentam

(A) dramas femininos relacionados ao adultério.
(B) dramas femininos ligados exclusivamente ao problema da solidão.
(C) personagens femininas preocupadas com o amor à família.
(D) personagens femininas lutando por causas sociais.
(E) personagens femininas envolvidas com reflexões pessoais desencadeadas por um fato inusitado.

QUESTÃO 04: (FUVEST) Indique a afirmação correta sobre A hora da estrela, de Clarice Lispector.

(A) A força da temática social, centrada na miséria brasileira, afasta do livro as preocupações com a linguagem, frequentes em outros escritores da mesma geração.
(B) se o discurso do narrador critica principalmente a própria literatura, as falas de Macabéa exprimem sobretudo as críticas da personagem às injustiças sociais.
(C) o narrador retarda bastante o início da narração da história de Macabéa, vinculando esse adiamento a um autoquestionamento radical.
(D) os sofrimentos da migrante nordestina são realçados, no livro, pelo contraste entre suas desventuras na cidade grande e suas lembranças de uma infância pobre, mas vivida no aconchego familiar.
(E) o estilo do livro é caracterizado, principalmente, pela oposição de duas variedades linguísticas: linguagem culta, literária, em contraste com um grande número de expressões regionais nordestinas.

QUESTÃO 05: (UFPA) Perto do coração selvagem, romance de estreia de Clarice Lispector, publicado em 1944, contrasta com o realismo social dos romancistas da geração de 1930, anunciando a oposição da autora por uma ficção

(A) convencional e melodramática.
(B) romântica e regionalista.
(C) política e panfletária.
(D) intimista e experimental.
(E) naturalista e erótica.



GABARITO

01: C
02: B
03: E
04: C
05: D