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terça-feira, 1 de março de 2016

PRODUÇÃO TEXTUAL - TEMA GRAVIDEZ NA ADOLESCÊNCIA - DOCUMENTÁRIO MENINAS.

Reflita sobre o documentário que você assistiu e os comentários feito pelo professor sobre o assunto "gravidez na adolescência" e faça um texto analisando o contexto que envolveu as meninas grávidas. No seu texto, tente responder os seguintes questionamentos:
Em que lugar elas moravam? Como era a situação financeira delas? Elas tinham pai e mãe? Elas estudavam? O que faziam no tempo livre? Elas trabalhavam? O que aconteceu quando elas engravidaram? O namorado assumiu o filho? Os namorados colaboraram com as meninas durante a gravidez? A relação amorosa foi afetada a partir da gravidez? As meninas eram responsáveis em casa? Elas ajudavam em casa?




quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - QUEM SÃO ELES? 6º ANO FUNDAMENTAL

QUEM SÃO ELES?

Espremidos entre a infância e a adolescência, os pré-adolescentes vivem a dualidade dessas duas fases de vida a um só tempo.

Por Beatriz Teixeira de Salles

Quando os pais querem que eles façam alguma coisa, lá vem o discurso: “Você já é bem grandinho”; mas quando os pais não querem liberá-los para ir algum lugar ou fazer determinada coisa, lascam: “Você ainda é muito novo, não pode!” Afinal, são muito novos ou já cresceram? Esse é apenas um exemplo da dificuldade de ser pré-adolescente, ou melhor, de ser quase adolescente, pois o termo pré-adolescência não é reconhecido cientificamente.
Eles estão na faixa entre os 10 e 13 anos, vivem uma enorme diferença de desenvolvimento, não só sexual quanto psicológica, entre meninos e meninas e até dentro do mesmo sexo, e vivem entre a alegria infantil da falta de responsabilidade e a tão sonhada adolescência, quando algumas “regalias” do mundo adulto lhes são permitidas.
Em conversa com Thiago, 12 anos, Isabella, 12, Cecília, 11, e Frederico, 10, a gente pode ver um pouco do perfil dessa moçada que vive nesse intervalo entre a infância e a adolescência.
Eles mesmos admitem que, dependendo da situação, sentem-se crianças ou adolescentes. “As vezes me incomoda ver que meus pais não acreditam que eu possa fazer algumas coisas. Se quero ir sozinha ao shopping, não posso. Mas, se quero brincar de bonecas, eles falam que já sou grande”, conta Isabella.
Para Fernanda, a preocupação dos pais se divide entre a ameaça da violência real e um pouco de neura. “Os pais são muito imaginativos, só pensam que coisas ruins vão acontecer”, emenda Thiago. Frederico se queixa de não poder ir a reuniões de grupo sozinho, Cecília não tem autorização para andar de ônibus sozinha e por aí vai. Porém, todos reconhecem que “dá para entender” a preocupação dos pais e que, levando-se em conta a forma como foram criados, hoje são até liberais.

Fonte: ESTADO DE MINAS. Caderno Feminino, Belo Horizonte, 14 maio 2000, p. 10. In: SOARES, Magda. Português: uma proposta para o letramento. São Paulo: Moderna, 2012, p. 17. 

REFLETINDO SOBRE O TEXTO

1. Que tipo de frase é usada no título do texto?

2. O que significa o termo “pré-adolescente” no texto?

3. Segundo o texto, qual é o discurso dos pais quando querem que os filhos façam alguma coisa?

4. Qual é o discurso dos pais quando querem proibir os filhos de algo?

5. Há no desenvolvimento do texto alguma frase interrogativa? Que sinal de pontuação foi utilizado nessa frase? Reescreva-a.

6. Segundo o texto, que idade marca a fase dos pré-adolescentes?

7. Releia o segundo parágrafo do texto e responda qual é o tipo de comportamento de um pré-adolescente?

8. Quem são os pré-adolescentes citados no texto?

9. Reescreva o depoimento de Isabella.

10. Que tipo de sinal de pontuação foi usado para marcar a fala de Isabella?

11. Qual é a opinião da pré-adolescente Fernanda?

12. Qual é a opinião do Thiago?

13. Qual é a opinião do Frederico?

14. Qual é a reclamação de Cecília?

15.  No final os pré-adolescentes tem um pensamento em comum. Qual é?



**Questões elaboradas pelo prof. Elisandro Félix de Lima

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - ARTIGO DE OPINIÃO - GRÁVIDAS NO CONTRAFLUXO

ARTIGO DE OPINIÃO: Os artigos de opinião trazem questões polêmicas que dizem respeito a toda a sociedade. Seu objetivo, portanto, não é abordar assuntos de cunho pessoal, mas discutir problemas que atingem a coletividade, levando os leitores a refletir e a tomar uma posição sobre determinado assunto. Como trata de questões polêmicas, o leitor pode concordar ou discordar do que está escrito no artigo de opinião. Portanto, se o autor quer convencer o leitor de sua opinião, é muito importante que ele conheça bem o assunto de que está falando para poder construir uma boa argumentação.

ARGUMENTAR é mais do que dar uma opinião; é justificá-la, sustentá-la, isto é, defendê-la com argumentos, para tentar convencer o ouvinte ou o leitor. Existem diferentes tipos de argumentos: apresentação de fatos que funcionam como exemplos; citações de opiniões de pessoas importantes e/ou de dados de pesquisa; apresentação de valores e princípios; etc.

GRÁVIDAS NO CONTRAFLUXO

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou a pesquisa Indicadores Sociais 2007, e um dos dados que mais chamou a atenção foi o número de adolescentes que tiveram filhos nos últimos dez anos. Em 1996, 6,9% das garotas entre 15 e 17 anos já eram mães. Esse número subiu para 7,6% em 2006. Você pode até pensar que o aumento não foi tão grande assim, se não fosse por um detalhe: essa é a única faixa etária em que a taxa de fecundidade aumentou. Ou seja, as mulheres estão tendo menos filhos e as adultas estão esperando mais para se tornarem mães. Só as adolescentes vêm no contrafluxo. Para se ter uma ideia, na faixa dos 18 aos 24 anos, a fecundidade caiu de 38% para 34,9% durante os últimos dez anos. Quer mais um número impressionante? De todos os partos realizados pelo SUS (Sistema Único de Saúde) no ano passado, quase 16% deles envolveram garotas com menos de 19 anos, ou seja, elas engravidaram ainda na adolescência.
Esse aumento de mães adolescentes é bastante preocupante. Não é só por causa da questão emocional que a gravidez na adolescência deve ser evitada. Vendo sob o aspecto da saúde, a gestação precoce é considerada de alto risco, mesmo que a garota seja muito saudável. Como o corpo da adolescente ainda não está completamente desenvolvido, as condições para a realização do parto são mais complicadas. Além disso, os bebês gerados por adolescentes têm uma tendência maior a nascerem prematuros e abaixo do peso normal – o baixo peso, menos de 2,5 quilos ao nascer, é um dos fatores de risco para a mortalidade infantil. A chance de uma adolescente ter hipertensão (pressão alta na gestação), por exemplo, é cinco vezes maior do que uma mulher adulta. O risco de desenvolver anemia durante a gravidez também é maior entre as adolescentes. A coisa é bem séria: a gestação precoce é a terceira causa de morte de garotas entre 15 e 18 anos no Brasil.
Outro ponto a ser levado em consideração é a evasão escolar. Pense bem: se às vezes já é difícil levar os estudos direitinho sem ter que cuidar de um bebê, imagine uma garota que tem de amamentar, trocar fralda, preparar papinha e que não vai conseguir dormir bem porque seu bebê chora a noite inteira! Sem contar que muitas ficam com vergonha de voltar para a escola depois de terem seus bebês. Por isso, tantas meninas saem da escola quando engravidam. Um estudo feito pela ONU, com mais de 10 mil brasileiros na faixa etária de 15 a 17 anos, mostra que 56% dos jovens que abandonam a escola são garotas. Um quarto delas parou de estudar porque engravidou na adolescência. Isso torna a gravidez precoce a maior causa de evasão escolar entre as meninas que deveriam estar no Ensino Médio.
O problema não é só durante a gestação ou logo após o parto. Mesmo depois de terem seus filhos, a taxa de retorno à escola é bem baixa entre as jovens mães. Para agravar ainda mais a situação, cerca de 40% das garotas que têm filho antes dos 18 anos voltam a engravidar dentro de 3 anos. Complicado, hein?

Autor: Jairo Bouer é médico e autoridade em sexualidade e comportamento jovem. Palestrante em todo o país, em escolas, universidades, empresas e grandes eventos abertos à população.

BOUER, Jairo. Disponível em: http://blog.educacional.com.br/jairo_bouer/p74553/#cmnt. Acesso em: 25 abr. 2012.

REFLEXÃO SOBRE O TEXTO

1. O que quer dizer “vir no contrafluxo”?

2. Segundo o artigo lido, quem são as grávidas que estão no contrafluxo? Por quê?

3. Onde esse artigo foi publicado?

4. Qual é a profissão e a especialidade do autor no assunto tratado?

5. Na sua opinião, quando o autor escreveu esse artigo, quem ele imaginava que seriam seus leitores?

6. Esse artigo poderia ser publicado numa revista de esportes ou de carros? Por quê?

7. Os artigos de opinião costumam discutir uma questão polêmica de alcance social amplo. Qual é a polêmica ou o problema social que motivou o autor a escrever esse artigo?

8. Qual é o posicionamento do autor a respeito dessa questão?

9. O autor do artigo expressa sua opinião várias vezes no decorrer do texto e usa argumentos para sustentá-la. Para a opinião abaixo ele usou quatro argumentos. Reescreva do texto esses quatro argumentos em sequência.

Não é só por causa da questão emocional que a gravidez na adolescência deve ser evitada”.

1º argumento:
2º argumento:
3º argumento:
4º argumento:

10. Que argumento o autor utiliza para justificar a seguinte opinião: “o problema não é só durante a gestação ou logo após o parto”.

11. Por que o autor do artigo acha que a gravidez na adolescência é “uma coisa bem séria”?

12. Reescreva do texto uma justificativa de opinião em que o autor usa de dados estatísticos.

13. Reescreva do texto uma justificativa de opinião em que o autor usa de dados de pesquisas.

OPINANDO SOBRE O ASSUNTO EM QUESTÃO

14. Em sua opinião, até que ponto a vida da garota e de seu namorado muda por causa de uma gravidez acidental?

15. Mesmo com tantas informações sobre o assunto “gravidez na adolescência” (na escola, nos programas de TV, na internet etc), há um grande número de garotas que engravidam entre 15 e 17 anos. Na sua opinião, por que isso ainda tem ocorrido?

FONTE: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular & Plural: leitura, produção e estudos de linguagem. São Paulo: Moderna, 2012. 

domingo, 21 de fevereiro de 2016

LEITURA E INTERPRETAÇÃO TEXTUAL - ATIVIDADE 9º ANO - REPORTAGEM MENINAS MÃES

MENINAS MÃES

Elas trocaram escola, garotos e baladas por enjoos, fraldas e mamadeiras. E contam como a gravidez transformou a vida delas.
Ficar grávida na adolescência é mais do que um susto: é uma mudança radical de vida! Tudo fica diferente: desde o corpo da garota até as relações com o namorado, os pais, as amigas e, principalmente, com o seu futuro. Para ficar mais óbvio: seis em cada dez garotas que ficam grávidas param de estudar. E, dessas, só 40% voltam para a escola a escola após terem o filho! E isso é só o começo. Ainda há o preconceito que a garota vai enfrentar e a frustração por deixar, ao menos por um tempo, as festas, baladas e viagens com a galera para assumir um monte de novas responsabilidades. [...]

PREVINA-SE SEMPRE
[...]
Ficar grávida na adolescência significa pular ou, no mínimo, dificultar etapas importantes da sua vida, como se dedicar 100% a passar na faculdade, ser livre para sair e viajar com suas amigas e paquerar bastante sem muito compromisso. Então, o melhor caminho é a prevenção. Consulte o seu ginecologista para saber qual o método anticoncepcional mais adequado para você. E nunca transe sem camisinha, que ajuda a prevenir a gravidez e ainda previne as doenças sexualmente transmissíveis.

ESTOU GRÁVIDA! E AGORA?
A primeira medida é contar o que está rolando para alguém em quem você confia. Essa pessoa vai ajudá-la a tomar decisões com mais calma. Pode ser uma amiga, uma prima, sua tia... Seus pais precisam saber. [...] o mais comum é que eles se sintam tristes ao receber a notícia, mas, depois, ficarão do seu lado. Também é essencial que você dê a notícia para o pai da criança. Por mais medo que tenha de que isso o afaste, o garoto tem o direito de saber, e você, de dividir essa responsabilidade com ele. Juntos, mesmo que decidam não continuar namorando. Vocês ficam mais fortes para enfrentar os desafios que virão e dar ao bebê o carinho que ele merece. [...]


Capricho, São Paulo, n. 1097, p. 84-88, maio 2010.


GLOSSÁRIO
Prevenção: ação ou resultado de prevenir-se, tomar precaução.
Ginecologista: médico que estuda a fisiologia e a patologia do corpo feminino e trata das doenças e da patologia correspondente ao aparelho genital.
Método anticoncepcional: método que evita a gravidez.
Doenças sexualmente transmissíveis: também conhecida pela sigla DST, são doenças transmitidas principalmente durante a relação sexual, como a AIDS, a hepatite B e muitas outras.

REFLETINDO SOBRE O TEXTO

1. De acordo com o texto, o que acontece com as meninas depois que engravidam, em relação a:
a) escola
b) amizades
c) família

2. Releia este trecho.
[...] seis em cada dez garotas que ficam grávidas param de estudar. E, dessas, só 40% voltam para a escola após ter o filho!

Você acha que quem opta por não voltar para a escola está garantindo um futuro melhor para o filho ou não? Por quê?

3. Segundo o texto, o que é preciso para evitar a gravidez?

4. Que conselhos o texto apresenta para a leitora, caso ela esteja grávida?

O TEXTO EM CONSTRUÇÃO

5. Em qual veículo de comunicação foi publicada essa reportagem?

6. Esse texto poderia ser publicado em uma revista de esportes? Justifique.

7. Para quem o texto pode ter sido escrito, ou seja, quem pode ser o público-alvo da reportagem? Cite partes do texto como justificativa.

8. Algumas palavras citadas no texto fazem parte do vocabulário dos jovens. Cite algumas dessas palavras?

9. O uso dessas palavras (do vocabulário dos jovens) deixa o texto mais formal ou informal? Justifique.

10. O tema gravidez na adolescência poderia ser assunto de um texto para outro tipo de leitor? Qual?

OPINANDO SOBRE O ASSUNTO

11. Este assunto “Gravidez na adolescência” é um tema de seu interesse? Por quê?

12. Que outras informações você gostaria de saber sobre esse assunto? 

FONTE: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular & Plural: leitura, produção e estudos de linguagem. São Paulo: Moderna, 2012. 


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DO TEXTO - FRAGMENTO DE ROMANCE - E AGORA, FILHA? 9º ANO

TEMA: ASSUMINDO RESPONSABILIDADES: O SONHO E A REALIDADE

FRAGMENTO DE ROMANCE

E AGORA, FILHA?

[...]
Felizmente a praça estava deserta. Jana sentou num banco perto do coreto para recompor as emoções antes de chegar à academia. Esse banco, essa praça, esse céu azul de abril lhe traziam à memória outra época, quando a gravidez inesperada virou seus sonhos do avesso e encerrou precocemente sua carreira de bailarina. Tinha catorze anos apenas. Dois a mais que a idade atual da filha. Fechando os olhos, Jana quase podia ver a cigana se aproximando para ler-lhe a mão e ouvi-la fazer o vaticínio que mudaria a sua vida:
- Menina bonita, vejo-a ocupando o centro de uma cena. Todas as atenções estão voltadas para você.
Na hora Jana se alegrou, certa de que a mulher se referia à montagem de Romeu e Julieta, na qual sonhava fazer o papel principal. Mas a cigana fez um gesto ambíguo de quem não podia oferecer garantias e concluiu a predição com uma frase cifrada, cujo sentido só meses depois ela viria a descobrir:
- Você é a estrela, mas uma estrela trágica. Vai viver um grande e desastrado amor... – Fez um pequeno suspense, então finalizou: - E esse amor vai dar um fruto.
Um fruto! O fruto não se revelou ser o sucesso no palco, ou ingresso num grupo de balé profissional, prêmio para anos de estudo e disciplina, como interpretou a princípio. O fruto era Gabi. Essa criaturinha que entrou em seus dias pela porta da frente e ocupou-os todos, exigentes, meiga, inteligente, alegre, uma princesinha. Desde então só para ela tinha vivido.
Jana saiu do torpor de seus pensamentos e olhou à volta, assustada. Bem que gostaria de ouvir de novo a cigana, para agir com acerto em relação à filha! Mas não havia mais ciganos na praça, o progresso os expulsara para longe e o coreto, sujo e descascado, era ocupado por mendigos. Nas quadras ao redor, em vez do sossego do passado, havia viadutos e altos edifícios. Como todas as cidades do interior se São Paulo, Rio Largo havia crescido muito.
Para chegar à academia de dona Marly agora era preciso atravessar uma avenida de pista dupla. Jana consultou o relógio e pôs-se a caminho. A aula de Gabi estava no fim e queria surpreendê-la na saída. Isto é, se Gabi estivesse na aula, e não na garupa de uma moto, como a mãe dela fazia treze anos antes, driblando a vigilância dos avós para passear no campo com Ivan, seu pai. Por um instante, Jana teve a impressão de vê-lo como uma miragem. Não o Ivan de hoje, respeitável senhor na faixa dos trinta anos, grisalho, casado e pai de outros dois filhos, mas seu amor adolescente, com os cabelos revoltos pelo vento da moto, despedindo-se dela com um beijo nessa mesma esquina.
“Como o tempo passa voando!”, pensou Jana, surpreendida, porém sem amargura. Enquanto andava, as cenas desses anos lhe vinham em flashes, como num filme. O abandono de Ivan, o estupor inicial, a decisão de ter o bebê sozinha. A discriminação que sofreu por ser mãe aos quinze anos, a gravidez solitária, o afastamento dos amigos. O desgosto do pai, sua vergonha, seu mutismo. A ajuda da mãe e de Lurdes, a solidariedade da tia Lígia. Perdera anos de estudo e só se formou na faculdade graças à tia, que lhe pagou o curso e a manteve na casa dela em São Paulo, na fase mais dura de sua vida.
Foram muitas viagens a Rio Largo, vinha ver a filha todos os finais de semana, quatrocentos quilômetros de ônibus, exausta de estudar à noite e, de dia, lecionar inglês. Mas tudo isso eram águas passadas, o esforço tinha valido a pena. Há quatro anos Jana vivia com Gabi num apartamento só delas, como sempre quis. Desistiu de montá-lo em São Paulo, sua ideia inicial, pois a menina nessa altura já estava habituada a Rio Largo, a vida na capital com uma criança não era fácil e, sobretudo, surgiu-lhe a chance de um emprego numa grande empresa da região. Graças ao seu inglês perfeito, Jana trabalhava como secretária de diretoria e podia pagar as prestações do apartamento, cuja entrada fora presente do pai e da tia Lígia.
Tudo estava bem, enfim. E se o sonho de dançar foi esquecido, parecia que Gabriela ia realizá-lo em seu lugar. Tão talentosa quanto a mãe na idade dela, a menina iniciou os estudos pequenina, e por iniciativa própria. Foi Gabi quem pediu à avó para colocá-la na academia de dona Marly, tradicional escola de balé de Rio Largo. Jana ficou inchada de orgulho na primeira vez em que viu a filha dançar. Era uma apresentação do baby class, Gabi tinha seis anos, e ela não pôde controlar as lágrimas.
- Não chora, mãe! – A menina passou os bracinhos à volta do pescoço dela, dengosa. – Você não quer que eu seja bailarina como você era? Eu via a tia Talita dançar no teatro e quando crescer quero ser igual a ela.
Jana se emocionou ainda mais. Talita, sua melhor amiga, a única a não lhe virar as costas quando ficou grávida... Talita a substituiu em Romeu e Julieta – com o barrigão de sete meses era impossível dançar – e acabou chegando onde Jana queria: era bailarina profissional. Quando Gabi tinha quatro anos, levou-a ao Municipal de São Paulo para ver uma apresentação de Talita. Gabi ficara maravilhada.
- Quando você crescer poderá ser o que quiser – disse Jana na época. – Mas, se for bailarina, não nego que vou adorar! [...]

VIEIRA, Isabel. E agora, filha? São Paulo: Moderna, 2003, p. 13-17. (Fragmento).

GLOSSÁRIO

Coreto: pavilhão em praça pública para concertos de bandas de música.
Precocemente: antes do tempo.
Vaticínio: profecia.
Predição: previsão do que vai acontecer no futuro.
Cifrada: linguagem obscura.
Torpor: apatia.
Estupor: imobilidade súbita diante de algo que não se espera.
Mutismo: mudez.

REFLETINDO SOBRE O TEXTO

1. Com quantos anos Jana engravidou?

2. Foi uma gravidez planejada? Que palavras do primeiro parágrafo podem justificar a sua resposta?

3. Foi uma profecia que mudou a vida de Jana ou foram suas próprias atitudes, antes mesmo de ouvir a profecia?

4. Ao ouvir a profecia da cigana, o que Jana imaginou que iria acontecer?

5. Qual foi o verdadeiro significado da profecia da cigana?

6. Quem é o pai de Gabi? Ele, Jana e Gabi vivem juntos? Em que parte do texto você se baseou para dar essa resposta?

7. Como reagiram as pessoas à volta de Jana depois que ela soube estar grávida e antes de Gabi nascer? Como Jana se sentiu?

8. Depois do nascimento de Gabi, quem ajudou Jana?

9. O que Jana teve que fazer para poder concluir os estudos depois do nascimento da filha?

10. Como está a vida de Jana no momento em que se passa a narrativa? Que partes do texto indicam isso?

11. Qual a importância de Jana ter concluído os estudos para que ela e Gabi estejam vivendo dessa forma quando Jana conta sua história?

12. Que sonho Jana teve de abandonar?


13. Este é um texto de ficção, mas você acha que ele reproduz uma situação que poderia ter acontecido na realidade? Por quê?

FONTE: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular & Plural: leitura, produção e estudos de linguagem. São Paulo: Moderna, 2012.

domingo, 14 de fevereiro de 2016

ADOLESCENTES ENGRAVIDAM PARA SEGURAR OS PARCEIROS - ATIVIDADES LEITURA E REFLEXÃO SOBRE O TEXTO

Muitos acreditam que a gravidez na adolescência acontece por falta de informação dos jovens sobre o uso de anticoncepcionais e sobre sexo. A reportagem a seguir aponta pelo menos quatro motivos que levam as adolescentes a engravidar.

ADOLESCENTES ENGRAVIDAM PARA SEGURAR OS PARCEIROS

“Muitas adolescentes ficam grávidas porque querem segurar o parceiro ao seu lado. Ao contrário do que as pessoas pensam, apenas uma pequena fração engravida por acidente.”. A afirmação é da pediatra e coordenadora do Programa de Planejamento Familiar da Secretaria Municipal de Saúde, Edith Di Giorgi. [...]
Edith acredita que, na adolescência, as jovens não possuem a bagagem necessária para criar uma criança. “Quando a gravidez ocorre nesse momento, a adolescente tem de aprender a cuidar de um bebê em um período em que ela mesma ainda precisa de cuidados”.
A pediatra explica que no programa pré-natal da rede pública são feitas entrevistas com as adolescentes grávidas. “Invariavelmente, descobrimos que o motivo que levou à gravidez está ligado à falta de perspectiva, sensação de invisibilidade perante os familiares ou mesmo como uma tentativa de fuga de uma vida difícil.”
Muitas garotas, segundo Edith, enxergam na construção de sua própria família – com a criança e o parceiro – a chance de deixar para trás as dificuldades na relação com os pais. “Elas idealizam o filho como uma boneca. Na verdade, com as crianças vêm as responsabilidades que não haviam previstas pelas jovens.” [...]

Meta é fazer jovem ter projeto de vida
Edith Di Giorgi afirma que a Secretaria Municipal de Saúde está colocando em prática junto às escolas da rede pública abordagens que motivem os adolescentes a refletirem sobre as mudanças resultantes de uma gravidez na adolescência. “Não adianta fazermos campanhas autoritárias e moralistas. Temos de fazer os jovens pensar sobre o que quer para si. A intenção é incentivá-lo a fazer projetos para sua vida.”
Edith acredita que a chance de crianças planejadas serem amadas por seus pais são muito maiores. “Os jovens querem estudar, se formar, ter um bom emprego e uma vida confortável. Queremos que eles entendam que, na vida real, uma gravidez é um projeto que deve ser pensado cuidadosamente.”

Território jovem
No Jardim Ipiranga já está funcionando o primeiro consultório ginecológico voltado para adolescentes fora dos centros de saúde de Sorocaba (SP). Edith explica que a ideia surgiu de uma necessidade. “Percebemos que muitas adolescentes não se consultavam nos centros de saúde porque não queriam que seus pais ou conhecidos soubessem que elas têm vida sexual ativa.”
Com o novo consultório, dezenas de adolescentes têm procurado semanalmente informações sobre métodos anticoncepcionais.

Fonte: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular & Plural: leitura, produção e estudos de linguagem. São Paulo: Moderna, 2012. In: Disponível em: http://diganaoaerotizacaoinfantil.wordpress.com/2007/09/15/adolescentes-engravidam-para-segurar-os-parceiros/
Gráfico "Números positivos", constituinte da reportagem "Adolescentes engravidam para segurar os parceiros", do Jornal Bom Dia Sorocaba.

ATIVIDADES DE COMPREENSÃO TEXTUAL

DISCUTINDO E REFLETINDO SOBRE O TEXTO

1. De acordo com o texto, relacione a 2ª coluna com a 1ª.

(A)
Falta de perspectiva
(   )
Divido esta casa pequena com mais sete pessoas. Se eu engravidar, posso casar e sair daqui, ter meu próprio cantinho.
(B)
Sensação de invisibilidade perante os familiares
(   )
Já que depois que eu sair da escola não vou conseguir fazer faculdade nem arrumar um bom emprego, vou ficar cuidando do meu filho.
(C)
Fuga de uma vida difícil
(   )
Ninguém me dá atenção aqui em casa. Se eu engravidar, vou chamar a atenção e todos vão me paparicar.

2. Além dos três motivos mencionados anteriormente, o texto é iniciado com a citação de outra justificativa. Qual?

3. De que forma a médica entrevistada nessa reportagem chegou às conclusões apresentadas no texto?

4. Você acha que essas informações levantadas na cidade de Sorocaba podem valer para o resto do País? Por quê?

5. Os motivos apresentados correspondem àqueles que você imaginou antes de ler o texto? Justifique.

6. Leia a afirmação de outro médico pesquisador sobre os motivos que levam as adolescentes a engravidar.

Acredito que isso aconteça [...] pelo que chamamos de pensamento mágico das adolescentes. A dimensão temporal, a atitude, não são racionalizadas. Fica uma coisa meio mágica. Isso não vai acontecer comigo. Eu sou muito novinha...
Quando ela fala isso (muito novinha), está dizendo que para ela esse tipo de coisa de ficar grávida numa relação só acontece com mulheres adultas. E ela não se considera como tal.

a) Segundo o médico, o que seria esse “pensamento mágico” das adolescentes?

b) Você concorda que esse pode ser outro motivo que leva algumas adolescentes a engravidar? Por quê?

7. E os garotos? Por que você acha que eles também não se previnem contra a gravidez indesejada?

8. Segundo a médica entrevistada pela reportagem, por que se deve evitar a gravidez na adolescência?

9. Observe o gráfico apresentado na reportagem. Os dados relativos às grávidas entre 15 e 19 anos em 2006 são tão positivos quanto os dos anos anteriores? Por quê?

10. Caso você tivesse um filho agora, como seria o seu futuro?

11. Observe a imagem a seguir.



a) O que a garota tem nas mãos? O que esse objeto pode representar?


b) Já imaginou você ou sua namorada passando por uma situação semelhante? Como você imagina que sua família reagiria?


Fonte: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular & Plural: leitura, produção e estudos de linguagem. São Paulo: Moderna, 2012. (ADAPTADO).


sábado, 12 de setembro de 2015

ATIVIDADES SOBRE 11 DE SETEMBRO DE 2001 - ATAQUE TERRORISTA - TORRES GÊMEAS


As Torres Gêmeas : foto 

11 de setembro de 2001. Will Jimeno (Michael Pena), integrante do Departamento da Polícia Portuária, parte para mais um dia de trabalho. O sargento John McLoughlin (Nicolas Cage), veterano do Departamento, já estava acordado há algumas horas, em decorrência de sua ronda diária de uma hora e meia até a cidade. Jimeno, McLoughlin e seus colegas partem para o centro de Manhattan, como se fosse um dia qualquer. Até que um ataque terrorista ao World Trade Center muda completamente a situação, fazendo com que toda a equipe do Departamento seja convocada com urgência ao local do ataque. A 1ª equipe a entrar na torre não-atingida é composta por 5 homens, entre eles Jimeno e McLoughlin. Porém enquanto eles estão dentro do prédio, tentando ajudar os sobreviventes da torre em chamas, um 2º ataque terrorista atinge o World Trade Center, exatamente no prédio que ainda não tinha sido atingido.
As Torres Gêmeas : foto 

As Torres Gêmeas : foto 

2001: Atentado terrorista às Torres Gêmeas nos EUA

 SITE TERRA: 11 set 2015 08h11

Em 11 de setembro de 2001, o grupo terrorista Al Qaeda jogou dois aviões contra as torres gêmeas do World Trade Center, nos EUA. Quatro aeronaves caíram em solo norte-americano naquele dia, deixando quase 3 mil vítimas.
No dia 11 de setembro de 2001, os Estados Unidos viveram o maior ataque terrorista de sua história. Eram quase 9h da manhã em Nova York quando um avião sequestrado por integrantes da organização terrorista islâmica Al Qaeda, sob comando de Osama bin Laden, chocou-se com uma das torres do World Trade Center (WTC) — um dos prédios mais altos do mundo até então.
A princípio, a cena parecia de um trágico acidente aéreo. Mas, quando cerca de 20 minutos após o primeiro ataque outro avião colidiu com a segunda torre do WTC, ficou claro que se tratava de uma ação premeditada.
Alguns minutos depois, um terceiro avião atingiu o Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos EUA que fica próximo a Washington D.C., capital do país.
Uma quarta aeronave caiu em uma área rural no estado da Pensilvânia antes de atingir seu alvo, após os passageiros tentarem retomar o controle da aeronave. Investigações apontam que o plano dos terroristas era jogar o avião contra o Capitólio, casa do poder legislativo norte-americano.
Três edifícios do complexo do WTC desmoronaram, incluindo as famosas Torres Gêmeas. As cenas da fumaça tomando conta das ruas de Nova York e de pessoas se jogando pelas janelas para tentar fugir das chamas foram transmitidas ao vivo e chocaram o mundo.
Ao todo, quase 3 mil pessoas morreram, incluindo os terroristas, todos os passageiros das quatro aeronaves, bombeiros, funcionários do Pentágono e muitas pessoas que trabalhavam no WTC.
Para além das vítimas, o 11 de setembro também teve sérios desdobramentos militares. O então presidente George W. Bush aprovou, no mês seguinte, o USA Patriot Act (Lei Patriota), que permitia ao governo, entre outras coisas, invadir casas, espionar cidadãos, interrogar suspeitos (inclusive com tortura) sem precisar pedir autorização judicial ou respeitar o direito à defesa e julgamento. 
Os EUA também lideraram, junto com outros países, a chamada "Guerra ao Terror", que levou à invasão do Afeganistão em outubro de 2001, e do Iraque em 2003, países acusados de dar suporte ao grupo terrorista.
FONTE: SITE TERRA.

Assista a matéria do Jornal Nacional  (no dia do atentado).


FONTE: JORNAL NACIONAL /YOUTUBE



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