Não solicitamos autorização de terceiros para a publicação de conteúdo neste blog. Caso alguém discorde de alguma publicação, entre em contato pelo e-mail elisandro.felix@gmail.com e solicite, com justificativa, a exclusão do material.
SEJAM BEM-VINDOS AO PORTAL DA TAREFA LEGAL
NÃO RECLAMEM DOS ANÚNCIOS, SÃO ELES QUE AJUDAM MANTER O FUNCIONAMENTO DESSA PÁGINA.

terça-feira, 13 de maio de 2014

LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS ENSINO MÉDIO COM GABARITO

(UNIR-RO 2005): LEIA O POEMA DE DRUMMOND PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 01 A 03.

 

Poema que aconteceu

 

Nenhum desejo neste domingo

nenhum problema nesta vida

o mundo parou de repente

os homens ficaram calados

domingo sem fim nem começo.

 

A mão que escreve este poema

não sabe que está escrevendo

mas é possível que se soubesse

nem ligasse.

 

ANDRADE, C. D. de. Alguma Poesia. In: Obra completa. Rio de Janeiro: J. Aguilar, 1987.

 

QUESTÃO 01: Drummond organizou sua obra em “tendências” de acordo com a “matéria de sua poesia”. Em qual delas o poema poderia ser inserido?

 

(A) O conhecimento amoroso.

(B) O choque social.

(C) Exercícios lúdicos.

(D) A terra natal.

(E) Uma visão da existência.

 

QUESTÃO 02: Na primeira estrofe, as escolhas lexicais constroem a ideia de

 

(A) ausência.

(B) vivacidade.

(C) liberdade.

(D) sofreguidão.

(E) morte.

 

QUESTÃO 03: Com base na relação de sentido entre o título e o poema, pode-se afirmar que

 

(A) o poema é fruto de inspiração sem relação com a realidade.

(B) para o poeta, o ato de poetar independe de reflexão sobre o mundo.

(C) o silêncio dos homens e a parada do mundo impossibilitam o fazer poético.

(D) o ato de poetar liga-se à realidade da vida, mesmo que ela seja constituída de pequenos nadas.

(E) a postura de impassibilidade do poeta resulta do alheamento frente à vida mecanizada.


QUESTÃO 04: (SPACE). Leia o texto a seguir:

 

A morte do jangadeiro

 

Ao sopro do terral abrindo a vela,

Na esteira azul das águas arrastada,

Segue veloz a intrépida jangada

Entre os uivos do mar que se encapela.

 

Prudente, o jangadeiro se acautela

Contra os mil acidentes da jornada;

Fazem-lhe, entanto, guerra encarniçada

O vento, a chuva, os raios, a procela.

 

Súbito, um raio o prostra e, furioso,

Da jangada o despeja na água escura;

E, em brancos véus de espuma, o desditoso.

 

Envolve e traga a onda intumescida,

Dando-lhe, assim, mortalha e sepultura

O mesmo mar que o pão lhe dera em vida.

Padre Antonio Tomás.

 

Infere-se desse poema que os perigos oferecidos pelo mar são

 

(A) ditosos.

(B) envolventes.

(C) inúmeros.

(D) pequenos.

(E) simples.


QUESTÃO 05: Leia o texto a seguir:

 

Por que milho não vira pipoca?

 

Não importa a maneira de fazer a pipoca. Sempre que se chega ao final do saquinho, lá estão os duros e ruidosos grãos de milho que não estouraram. Essas bolinhas irritantes, que já deixaram muitos dentistas ocupados, estão com os dias contados. Cientistas norte-americanos dizem que agora sabem por que alguns grãos de milho de pipoca resistem ao estouro.


Há algum tempo já se sabe que o milho de pipoca precisa de umidade no seu núcleo de amido, cerca de 15%, para explodir. Mas pesquisadores da Universidade Purdue descobriram que a chave para um bem sucedido estouro do milho está na casca.


É indispensável uma excelente estrutura de casca para que o milho estoure. Cascas danificadas impedem que a umidade faça a pressão necessária para que o milho vire pipoca. “Se muita umidade escapar, o milho perde a habilidade de estourar e apenas fica ali”, explica Bruce Hamaker, um professor de química alimentar da Purdue.

 

Estado de Minas, 25 de abril de 2005.

 

Para o milho estourar e virar pipoca é preciso que


(A) a casca seja mais úmida que o núcleo.

(B) a casca evite perda de umidade do núcleo.

(C) o núcleo de amido estoure bem devagar.

(D) o núcleo seja mais transparente que a casca.

(E) a casca seja mais amarela que o núcleo.


QUESTÃO 06: Leia o texto a seguir:

 

RECEITAS DA VOVÓ

 

Lembra aquela receita que só sua mãe ou sua avó sabem fazer? Pois saiba que, além de gostoso, esse prato é parte importante da cultura brasileira. É verdade. Os cadernos de receita são registros culturais. Primeiro, porque resgatam antigas tradições, seja familiares ou étnicas. Além disso, mostram como se fala ou se falava em determinada região. E ainda servem como passagem do tempo, chaves para alcançarmos memórias emocionais que a gente nem sabia que tinha (se você se lembrou do prato que sua avó ou sua mãe fazia, você sabe do que eu estou falando).


FONTE: http://vidasimples.abril.com.br


A tese defendida pelo autor do texto é de que as receitas culinárias

 

(A) fazem com que nos lembremos da nossa infância.

(B) indicam o modo de falar em determinada região.

(C) resgatam nossas tradições familiares e étnicas.

(D) são as que só nossas mães ou avós conhecem.

(E) são uma parte importante da cultura brasileira.


LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES 07 A 09:


Bom dia Camaradas (obra do Angolano Ondjaki) escrita em Português europeu.

 

[...]

Mas, camarada António, tu não preferes que o país seja assim livre? Eu gostava de fazer esta pergunta quando entrava na cozinha. Abria a geleira, tirava a garrafa de água.

Antes de chegar aos copos, já o camarada António me passava um. As mãos dele deixavam no vidro umas dedadas de gordura, mas eu não tinha coragem de recusar aquele gesto. Servia-me, bebia um golo, dois, e ficava à espera da resposta dele.

O camarada António respirava primeiro. Fechava a torneira depois. Limpava as mãos, mexia no fogo do fogão.

Então, dizia:

- Menino, no tempo do branco isto não era assim...

Depois, sorria. Eu mesmo queria era entender aquele sorriso. Tinha ouvido histórias incríveis de maus-tratos, de más condições de vida, pagamentos injustos, e tudo mais. Mas o camarada António gostava dessa frase dele a favor dos portugueses, e sorria assim tipo mistério.

- António, tu trabalhavas para um português?

- Sim, - sorria. – Era um senhor diretor, bom chefe, me tratava bem mesmo...

[...]

- Mas, António...Tu não achas que cada um deve mandar no país? Os portugueses tavam aqui a fazer o quê?

- Ê! Menino, mas naquele tempo a cidade estava mesmo limpa...Tinha tudo, não faltava nada...

-Ô António, não vês que não tinha tudo? As pessoas não tinham um salário justo, quem fosse negro não podia ser diretor, por exemplo...

- Mas tinha pão na loja, menino, os machimbombos funcionavam...- ele só sorrindo.

- Mas ninguém era livre, António...Não vês isso?

- Ninguém era livre, como assim? Era livre sim, podia andar na rua e tudo...

- Não é isso António – eu levantava-me do banco. – Não eram angolanos que mandavam no país, eram portugueses..., e isso não pode ser...

O camarada António aí ria só.                                                        


(ONDJAKI, 2006, p. 17-18).


QUESTÃO 07: A obra “Bom dia Camaradas” de Ondjaki oscila quanto ao gênero: é uma obra que trata da ficção literária e que, ao mesmo tempo, traz alguns traços da infância do autor. No contexto da obra, no recorte apresentado acima, é possível perceber que

 

(A) para o Camarada, os portugueses pagavam bons salários.

(B) os governantes Portugueses eram bons chefes, segundo o narrador.

(C) o narrador questiona o Camarada que se mostra arrogante em suas respostas.

(D) para o Camarada o domínio Português sobre Angola foi uma das piores épocas.

(E) António é uma voz da submissão ao colonizador e o narrador uma voz consciente.


QUESTÃO 08: Abaixo, o trecho que representa o discurso do Camarada António é

 

(A) “tu não achas que cada um deve mandar no país?”

(B) “bebia um golo, dois, e ficava à espera da resposta”.

(C) “Eu mesmo queria era entender aquele sorriso”.

(D) “As pessoas não tinham um salário justo”.

(E) “Era um senhor diretor, bom chefe”.


QUESTÃO 09: O sentido da expressão “Menino, no tempo do branco isto não era assim” refere-se

 

(A) ao período de infância do narrador.

(B) ao período de infância do Camarada António.

(C) ao período em que Angola era colônia de Portugal.

(D) ao antigo sistema de governo tipicamente angolano.

(E) ao atual sistema de governo angolano.


QUESTÃO 10: Leia a charge a seguir:


 

 

Marque a frase abaixo que se relaciona com a charge acima:

 

(A) Vida sem religião é viagem sem roteiro. (Marquês de Maricá).

(B) Tudo vale a pena quando a alma não é pequena. (Fernando Pessoa).

(C) Em matéria de religião, bebo água de todos os rios. (Guimarães Rosa).

(D) Ciência sem religião é cega; religião sem ciência é paralítica. (Albert Einstein).

(E) Ninguém faz tudo bonito sempre. Até Deus. Ele fez o cavalo e também o rinoceronte. (Vinicius de Moraes).



E AÍ, GOSTOU DO NOSSO MATERIAL? COMENTA AQUI ABAIXO 👇!




GABARITO


01: E

02: A

03: D

04: C

05: B

06: E

07: E

08: E

09: C

10: C


2 comentários:

Unknown disse...

Cadê as respostas

FLAVIO disse...

Deus queira que esse desconhecido não seja um professor.